Um problema que têm preocupado muito os amantes da astronomia, é a poluição luminosa, tradução do inglês Light Pollution. A Poluição Luminosa é – como o próprio nome diz – a poluição causada pela luz excessiva utilizada por humanos. Interfere não só na diminuição da visibilidade das estrelas que prejudica a observação astronômica, mas também interfere nos ecossistemas, prejudicando animais como aves, peixes e tartarugas marinhas.
Este tipo de poluição é considerado um efeito colateral da industrialização. A fonte principal de poluição neste caso consiste das luminárias internas e externas das residências e de outros estabelecimentos, anúncios publicitários, iluminação viária, sinalização aérea e marítima, edíficios e torres iluminadas, luz das ruas, barcos de pesca, luzes de segurança, faróis de veículos, bem como toda outra fonte artificial de luz.
A poluição luminosa é mais intensa em áreas densamente povoadas e fortemente industrializadas,como por exemplo na América do Norte, Europa e Japão.

A perturbação dos padrões naturais de luz e escuridão influencia vários aspectos do comportamento animal. A poluição luminosa pode confundir a navegação animal, alterar interações de competição, alterar relações entre presas predadores e afectar a fisiologia do animal.
Outros aspectos alarmantes ainda se encontram por explorar, como por exemplo, o fato de a poluição luminosa conduzir a um maior gasto de energia elétrica. Numa escala global, aproximadamente 19% de toda a electricidade utilizada produz luz à noite.
O produto final da iluminação eléctrica gerada pela carbonização de combustíveis fósseis é a descarga dos gases do efeito estufa. Estes gases são responsáveis pelo aquecimento global e pela exaustão dos recursos não-renováveis.
Leia mais no site do Wikipédia

14 de Agosto de 2003
durante o blackout

15 de Agosto de 2003
depois que as luzes voltaram
Leia uma parte do projeto de um observatório de Campinas:
“Em conformidade com algumas estimativas, algo em torno de 50% até 60% da energia elétrica gerada é desperdiçada para o céu em forma de energia luminosa.
Portanto, com o redimensionamento de luminárias e lâmpadas, será possível aos cofres públicos uma economia imediata desse percentual em termos financeiros, além de consideráveis benefícios ambientais, os quais cito alguns:
Não se necessitará construir novas e dispendiosas hidrelétricas, pois as atuais existentes passarão a ter seu potencial de produção utilizado sem perdas; não será mais necessário o alagamento de grandes áreas para represamentos de águas.
Não será mais necessário efetuar as caríssimas desapropriações de terras, com isso impedindo o processo de migração populacional e permitindo com que comunidades venham a se desenvolver mais adequadamente; matas serão preservadas e suas significantes reservas de flora e fauna.
As noites serão mais límpidas, possibilitando, destarte, uma maior dedicação às pesquisas astronômicas; etc. Isso sem contar os benefícios sociais à questão, tais como a geração de empregos pelo estabelecimento de novas indústrias, a estabilidade econômica e social dos municípios, avanço da consciência ética e social das populações envolvidas e muito mais.” Leia mais no site
“Podemos fazer alguma coisa?!
→ Podemos sensibilizar as pessoas. Assim elas talvez pensem melhor antes de colocarem luzes “criminosas” nas paredes exteriores das suas próprias casas. Da próxima vez que a autarquia se lembre de colocar umas luzes no chão a apontar para cima a iluminar um monumento durante toda a noite, talvez elas se oponham ao desperdício de dinheiro que foge para o céu.
Quando muitas pessoas estiverem sensibilizadas para o problema, talvez então as autarquias se sintam pressionadas a efectuar um melhor planeamento da iluminação pública.
→ Podemos juntar-nos a uma associação de astronomia e participar nas ações contra a poluição luminosa. À parte a divulgação e sensibilização, não sei se existe algum tipo de acção mais concreta por parte destas associações…
→ Podemos tentar melhorar a área onde vivemos. Podem ser feitas pesquisas simples para identificar a iluminação (candeeiros, holofotes, etc) mais problemática, procurar alternativas viáveis e apresentar às autarquias locais propostas de alterações. Pode até ser um trabalho interessante como projecto escolar para alunos a partir do ciclo preparatório.
O importante é não ficar parado!
Se ainda tiverem alguma dúvida de que é importante termos um céu natural, da próxima vez que houver um black-out na vossa zona vão até à janela e olhem bem para o céu por uns minutos, e deslumbrem-se com a sua beleza inigualável.” Leia mais no siteAlguns países como Chile e Inglaterra já têm leis sobre a poluição luminosa. Se quiser saber mais sobre o assunto, acesse os sites abaixo:
2009 foi declarado pela ONU como o Ano Internacional da Astronomia. Veja mais sobre projetos e programas no site da AstroWeb.
Link 1 – Darksky (em Inglês)
Link 2 – AstroSurf (Explicação)
Link 3 – AstroSurf (Projeto)
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