Notícias do Assunto ‘Aquecimento Global’

Somos viciados em Petróleo?

04 de Janeiro de 2009 às 0:11

Jeremy RifkinSaiu na Veja de 24 de dezembro de 2008 uma entrevista com o economista americano Jeremy Rifkin, o consultor a quem os governantes de alguns dos principais países europeus recorrem quando o assunto é energia. Ele defende que a crise financeira, a energética e o aquecimento global estão interligadas, e não podem ter soluções separadas.

Rifkin acredita que esse momento em que países ricos estão declarando recessão é ideal para começar a investir em energias renováveis, e que se não acabarmos agora com o vício do petróleo, os danos vão ser muito piores.

“Está na hora de iniciarmos a revolução verde. Ela não pode ser adiada. É o impulso que pode fazer a economia global andar de novo”, diz ele. “Em breve, seremos 9 bilhões no planeta. Isso aumentará ainda mais a demanda por petróleo e carvão. Sem a revolução verde, vamos entrar numa roda-viva de turbulências.”

Em resposta a uma das perguntas, o economista critica o pensamento do primeiro ministro da Itália,  Silvio Berlusconi que diz que os custos para desenvolver novas energias e para combater o aquecimento global são excessivamente altos. Rifkin então responde:

“Com sua visão ultrapassada de mundo, Berlusconi desconhece que não enfrentamos uma crise qualquer. Estamos na passagem entre duas eras. Olhar para a velha economia e buscar soluções nos parâmetros tradicionais não vai funcionar. Pessoas retrógradas como ele podem levar a Europa e o planeta ao fundo do poço.”

Como convencer os governos e investidores a aplicar dinheiro numa mudança radical de matriz energética sem garantia de que ela será bem-sucedida? Jeremy explica que é necessário adotar duas estratégias: diminuir o desperdício dos combustíveis fósseis e das centrais nucleares com seus respectivos danos ambientais; e investir em energia renovável, no hidrogênio, nas construções verdes e em redes de distribuição de energia inteligentes. E ele alerta: “É preciso ter em mente que essa transição levará décadas. Pode durar todo o século XXI”

As energias renováveis estão disponíveis em todo lugar no planeta. Do país mais pobre ao mais rico, todo mundo tem em torno de si a energia de que precisa. O sol brilha, o vento sopra e temos calor embaixo dos pés, porque nosso planeta é quente. Temos lixo aos montes para queimar. A maioria da população mundial vive em áreas costeiras e tem a energia das ondas à disposição.”

Depois de citar os benefícios da energia renovável, ele acrescenta que com a tecnologia atual, as fontes renováveis não podem ultrapassar 20% do total da matriz energética, pois a produção não tem regularidade. “O sol e o vento variam conforme o dia. Como não há um sistema de armazenamento eficaz para os períodos de alta produção, a energia excedente entra na rede e provoca panes. Por enquanto, a única forma de estocar esse tipo de energia é armazenar o excesso em baterias. A maioria das baterias é feita de lítio, o que pode ser outro problema no futuro.”

Ele então explica que as baterias com essa substância são também a principal aposta da indústria automobilística para mover os carros elétricos, e que se não tomarmos cuidado, passaremos da dependência dos combustíveis fósseis para a dependência do lítio. As reservas de lítio, assim como as de petróleo, são limitadas e estão em poucos lugares do planeta. A maior parte delas está localizada nos Andes, principalmente no Chile.

O americano afirma que a Europa é a líder na corrida pelo novo cenário energético mundial. E que o melhor exemplo de como a energia verde funciona está na Alemanha.

Em oito anos, o país reduziu drasticamente sua dependência do petróleo. Metade da energia solar existente no mundo é produzida lá. O governo alemão não está temeroso diante da crise. O ministro dos Transportes da Alemanha acaba de anunciar incentivos à produção de carros elétricos que devem resultar na produção de 1 milhão de veículos desse tipo no país até 2020.”

Na entrevista feita pela jornalista Gabriela Carelli, o economista compara a crise atual com a Grande Depressão, que as duas possuem pontos em comum, mas que na década de 30 havia uma crise econômica. Hoje, o mundo sofre três crises simultâneas: a financeira, a energética e o aquecimento global.

Será que estamos diante da maior crise da história do planeta?

Leia a entrevista completa no site da Revista Veja.

Revitalização de Rios e Lagos

30 de Outubro de 2008 às 2:59

A principal causa da poluição de rios, lagos e lagoas é igual no mundo inteiro; o crescimento exponencial da população exige mais exploração dos recursos naturais acima da capacidade de recuperação natural do ecossistema. Quanto mais pessoas se acomodam numa cidade, mais água é consumida, mais esgoto é lançado, mais lixo é descartado, e mais indústrias aparecem. As cidades que não tem planejamento e estrutura para esse crescimento desordenado, acabam descuidando do meio ambiente, o que leva à desmatamentos, poluição do ar, ilhas de calor, engarrafamentos extensos, surgimento de lixões, proliferação de doenças, poluição das águas,  entre outros problemas.

As cidades privilegiadas com a presença de rios, lagos e lagoas em seu território, não sabem aproveitar o potencial desses corpos hídricos para a qualidade de vida da região. Pelo contrário, a maioria dessas cidades utiliza essas águas para despejo de esgoto, lixo e até de substâncias químicas. E a culpa nem sempre é do morador, pois quem devia apresentar uma solução viável para a população é a Prefeitura.

Um estudo da ONU apontou que entre os 500 maiores rios do mundo, mais da metade enfrenta sérios problemas de poluição. No Brasil, o maior problema é o Rio Tietê. Quando passa pela região metropolitana de São Paulo, ele recebe quase 400 toneladas de esgoto por dia e nele só sobrevivem organismos que não precisam de oxigênio pra sobreviver, como certas bactérias e fungos.

Mas o rio mais poluído do mundo fica na Indonésia, o Rio Citarum. Esse rio é vítima de descargas de cerca de 500 fábricas que não fazem tratamento químico específico e lançam as substâncias tóxicas no rio. E para “ajudar” a população deposita todos os tipos de detritos humanos.

O maior caso de sucesso de revitalização de um rio é o Rio Tâmisa, na Inglaterra. O rio foi considerado o mais sujo da Europa no século XIX, exalava mau cheiro e provocou surtos de cólera, mas começou a mudar na década de 60, quando um sistema de estações de tratamento removeu quase 100% dos esgotos lançados no rio, que hoje tem peixes vivendo em toda a sua extensão, e faz parte de passeios turísticos de Londres.

O maior problema da recuperação dos corpos hídricos no Brasil é que em vez de todo o esgoto passar por tratamento químico, os encanamentos utilizam sistema de separador absoluto, onde a água da chuva recolhida pelos bueiros corre numa tubulação (galeria pluvial) e o esgoto em outra. Dessa forma, não há tratamento do esgoto vindo da galeria pluvial que junto com ligações de esgoto clandestinas provocam a poluição do rio.

A solução para despoluir um corpo hídrico é acabar com todas as ligações clandestinas, e aplicar um sistema de tratamento ou instalar uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) para tratar todos os efluentes da cidade, e inclusive a água da chuva que é tão suja quanto o próprio esgoto, pois “lava” as ruas e carrega o lixo do chão. E é mais fácil despoluir um rio do que um lago e uma lagoa, porque um rio tem a capacidade de recuperação natural devido a sua vazão de água. Mas cada caso é um caso.

São três tipos de contaminação da água. A contaminação química, física e biológica. A contaminação química consiste em metais pesados, proveniente de indústrias, produtos sintéticos como adubos da agricultura e resíduos como fenóis e hidrocarbonetos, compostos do petróleo. A poluição física nada mais é que os sedimentos provenientes de lixo, esgotos, e outros resíduos. Os vírus, bactérias, vermes e protozoários correspondem à poluição biológica que pode causar diversas doenças como Cólera, Leptospirose, Hepatite, Varíola, Febre Amarela, Malária, Amebíase, Esquistossomose, Ascaridíase, entre outras.

Em alguns locais, a poluição é ocasionada pelo uso das águas dos corpos hídricos para irrigação da agricultura e atividades industriais, que devolvem a água impura, com resíduos químicos que reduzem a qualidade da água. Algumas cidades estão sofrendo a redução dos seus corpos hídricos

A poluição da água está presente no mundo todo. Estima-se que 80% dos rios da China estão de alguma forma degradados. Na foto, o Lago Chaoru é um dos mais poluídos do mundo, com o aspecto verde pelas algas marinhas que se multiplicam e são difíceis de controlar. Os Grandes Lagos da América do Norte, estão tão poluídas que 97% dos seus 8.000 km de margens são impróprias para banhos. Na África, metade da população não tem acesso à água 100% potável. Até as águas da bacia amazônica estão sendo contaminadas. Mais de 130 toneladas de mercúrio são despejadas todo ano nas águas do rio Tapajós pela mineração de ouro. O Brasil é campeão continental de poluição, superado apenas pelo Leste Europeu e pela China. São notórias as contaminações dos rios Tietê e Paraíba do Sul e das águas costeiras em torno de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Mais de um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água limpa e mais de 2,9 bilhões não têm acesso a serviços de saneamento básico, fatores que causam um aumento da taxa de mortalidade por doenças infecciosas. De fato, 85% das doenças humanas nos países pobres estão relacionados com a quantidade ou a qualidade da água.

A Terra levou alguns bilhões de anos para construir todo o ecossistema do nosso Planeta. E os humanos só precisaram de alguns séculos para destruir boa parte desses recursos naturais.

Não seja a maioria; proteja o meio ambiente!

Por Andrea Mieko

Calculadora de CO2

24 de Julho de 2008 às 19:45

Já pensou em quantos kg de CO2 você libera todo dia?! E por ano?

Faça o cálculo da sua emissão de CO2 e veja sua parcela de culpa para o aumento do aquecimento global!

Os sites abaixo já dizem quantas árvores precisam ser plantadas para neutralizar suas emissões. Prefira plantar as árvores você mesmo se tiver um quintal, ou então peça para um um amigo ou parente que ceda um espaço do quintal da casa deles.

- Florestas do Futuro

- Inciativa Verde

- Carbono Zero

- Oksigeno (Mais Completo!)

Leia um artigo do site Carbono Zero de como é feito o cálculo de emissão de CO2 e árvores necessárias para neutralização: Clique aqui.

Carona Solidária em São Paulo

24 de Julho de 2008 às 18:53

Até quem não mora em São Paulo conhece o drama que é o trânsito dessa cidade. Em maio deste ano, o Fantástico fez uma reportagem chamada “São Paulo vai parar!” em que um engenheiro afirmava que em 5 anos, a cidade pode entrar em colapso com o trânsito paralisado. Para o Rio de Janeiro, o prazo foi de 10 anos. E Belo Horizonte e Porto Alegre, de 10 a 15 anos. (Clique aqui para ler a reportagem)

A melhor solução para reduzir os congestionamentos é a melhoria dos transportes coletivos. Mas enquanto isso não muda, você pode tomar a iniciativa de pegar carona! Existem dois sites de carona para a cidade de São Paulo.

Um deles, é o E-Carona, em que você se cadastra, traça seu trajeto, e encontra outras pessoas que possam te dar ou pegar carona com você. O site alega que a maioria dos carros só têm um passageiro a bordo, e que economizaria espaço se tivessem quatro passageiros, o que diminuiria em quatro vezes o trânsito.

Um trabalhador que utiliza um veículo 1.6 numa cidade como São Paulo roda em média 18 mil quilômetros por ano, consumindo um litro de gasolina a cada dez quilômetros. Isso resulta num custo de aproximadamente R$ 5 mil anuais, sem contar o tempo perdido no trânsito e as despesas com pneus, troca de óleo, revisão, entre outros. Com a carona, ele pode economizar até R$ 3,5 mil. Uma diferença significativa no orçamento familiar.

O outro site funciona de forma diferente. O MelhorAr é um programa de carona coorporativa, isso é, sua empresa precisa se cadastrar para que você possa procurar sua carona. O cadastro é gratuíto, mas as empresas que querer obter benefícios como seguro, estacionamento preferencial, descontos, patrocínios, banners, é preciso pagar uma taxa de acordo com o pacote. Acho que vale a pena, já que este programa tem apelo ambiental, alegando que haverá diminuição das emissões de CO2. Não deixa de ser verdade, mas é puro marketing verde. (O que funciona para uma boa imagem da empresa!)

Via Atitude Verde

Dilemas Ambientais

30 de Abril de 2008 às 4:04

A Época publicou no dia 31 de Março a sua terceira edição verde.

As matérias estão bastante interessantes, porém achei que 18 páginas foram muito pouco para uma revista de quase 140 páginas. 18 páginas sem contar com as propagandas, claro. Isso ocupa menos de 15% para uma revista que diz ser uma “Edição Verde”. Mas tudo bem, as matérias são boas, e valem a pena!

Uma delas, na minha opinião é a mais interessante: “Dilemas Ambientais”.

Veja um trecho abaixo:

Respostas para quem quer ter atitudes ecologicamente corretas - mas ainda não sabe como agir.

Algumas pessoas acreditam que o computador gasta muita energia para ser ligado. É mais econômico deixá-lo em estado de espera por algumas horas?

O micro realmente gasta mais energia ao ser ligado para acionar a tela e os drivers. Isso dura alguns segundos, o que não justifica deixá-lo ligado sem uso por muito tempo. A economia de energia depende de outros fatores. Uma tela de LCD gasta 50% menos que um monitor antigo. O consumo também aumenta em ambientes mais quentes.

Se eu trocar minha geladeira antiga por um modelo que gasta menos energia, não estarei gerando mais lixo?

Você não precisa descartar sua geladeira em lixões. Se ela ainda funciona, procure doá-la. Algumas prefeituras, como a de São Paulo, recolhem esse tipo de equipamento. Há também cooperativas que reciclam parte do eletrodoméstico.

Há locais onde se coleta o óleo de cozinha usado para transformá-lo em biodiesel. Vale a pena gastar o combustível de meu carro para levá-lo até lá?

Não saia de casa só para entregar o óleo. Aproveite quando o local de coleta fizer parte de seu caminho. Lojas do Pão de Açúcar já recebem óleo de cozinha em todo o Estado de São Paulo. Reciclar o óleo de cozinha também evita que ele seja jogado na pia. O óleo se mistura com a água e atrapalha o tratamento de esgotos.

Onde devo jogar o papel higiênico usado? No cesto, gera mais volume de lixo. E, no vaso, não atrapalha o tratamento de esgoto?

Em cidades onde o esgoto é tratado, o papel pode ir para a privada. Em países da Europa, é comum não encontrarmos lixeiras nos banheiros. Mas jogar o papel no lixo também não faz mal. Nos aterros, ele demora pouco para se decompor.

Leia a matéria completa no site!

Tremor no Brasil no dia da Terra

24 de Abril de 2008 às 23:50

22 de Abril, Dia da Terra! Desde 1970 as pessoas comemoram esse dia reverenciando nosso planeta, seja deixando o carro na garagem e indo pro trabalho de bicicleta ou a pé, seja protestando contra as agressões ao meio ambiente, seja participando de campanhas e eventos ambientalistas…

Isso é, qualquer atitude é válida; economizar recursos naturais, emitir menos gases poluentes, fazer promessas mais verdes ou divulgar o movimento deste dia pois poucas pessoas sabem que hoje é o dia da terra!

No site Planeta Sustentável você pode ler mais sobre as atividades praticadas em diversos países do mundo nesta terça-feira. Na matéria publicada pela Thays Prado, ela diz: “Oficialmente, o Brasil não vai fazer nada neste dia. E você, também vai ficar só olhando?”

Pouquíssimas pessoas no Brasil estão sabendo do quão importante é este dia. Ou melhor, pouquíssimas pessoas até às 21h dessa noite. A notícia apareceu nos jornais da noite de várias emissoras. Mas na verdade, o dia de hoje não ficou marcado por ser o dia da Terra, e sim pelo tremor que ela causou e assustou brasileiros moradores de quatro estados diferentes. É, pois é, no dia da Terra, o Brasil levou um baita susto! Infeliz coincidência…

Imagem do site G1: veja a reportagem completa

Sabemos que os abalos sísmicos são atividades naturais da Terra, porém nos perguntamos se este evento tem alguma relação com o impacto que nós, humanos, provocamos no planeta devido aos nossos hábitos de consumo desenfreado. Em relação à exploração de petróleo, talvez?

Mas dizem os especialistas em abalos sísmicos que provavelmente - não se sabe ainda a causa do tremor (até 2h30 de 23 de Abril) - foi devido à uma falha geológica à 270km da cidade de São Paulo.

O tremor teve intensidade de 5,2 graus na escala Richter, sendo o sexto maior registrado no país, mas felizmente não houve nenhum registro de ocorrências graves, exceto um hospital do leste de São Paulo que diz ter provocado uma rachadura.

- Veja um vídeo no site do G1 explicando o tremor.
- Veja a explicação para os terremotos no How Stuff Works.

Vamos esperar agora o resultado dos estudos - que dizem os especialistas, serem demorados. Esperamos que seja um acaso.

Porém vale lembrar que só nessa semana tivemos mais duas notícias preocupantes: o número de casos da dengue que até hoje já ultrapassou os registros do ano passado todo; e a chuva de granizo de 8 minutos que provocou grandes estragos no Paraná, entre eles, destruiu casas, carros, plantações e atingiu 60 mil pessoas (Segundo a Defesa Civil).

Foto do site G1: veja a reportagem completa

Esses dois últimos eventos, sabemos que são consequências do nosso impacto no planeta. E se continuarmos assim, mais surpresas virão. Se até os céticos que batiam de frente com os cientistas do IPCC admitiram que as mudanças climáticas estão ocorrendo. Não seja teimoso e aproveite o dia de hoje, o Dia da Terra!

Para fazer uma lista de suas metas para os próximos meses. Inclua somente o que pode e está disposto a fazer, e depois de cumpri-las, faça uma nova lista, com metas mais elaboradas. Uma competição em família, talvez torne a atividade mais divertida! Crie sua lista e mostre para nós! Contato através do email meumundosustentavel@hotmail.com

Atualizado 24/04/08: Ressaca no Rio de Janeiro

Manhã de quinta-feira, uma forte ressaca atingiu o litoral do Rio de Janeiro e Niterói. A Marinha explicou que o fenômeno foi provocado por ventos fortes em alto mar à 400km da costa do Rio Grande do Sul, levando ondas de 3 metros até a Baía de Guanabara.

Um catamarã que saía de Charitas em direção à Praça XV foi atingido às 7h45 da manhã, por ondas fortes que derrubaram a porta da frente da embarcação. Houveram 17 feridos, mas nada grave. Veja dois vídeos para mais detalhes:

- Ressaca atinge barco no Rio de Janeiro
- Ressaca na orla do Rio atinge um catamarã

Segundo os especialistas, uma onda de 3 metros na Baía de Guanabara não é normal. O repórter da Globo ao perguntar a um oceanógrafo da UERJ se a ressaca têm alguma relação com os tremores da última terça-feira, disse que é provável que não. E que é possível que aconteça novamente, porém que é difícil prever e avisar, já que as tempestades que geram esse fenômeno, podem ocorrer à 10 ou 12 horas antes.

Dois eventos raros para o litoral brasileiro em menos de 36 horas.

O que mais está à nossa espera?! O Brasil é um dos poucos países que não sofre com frequentes terremotos ou furacões. Este país foi abençoado e quase ninguém dá valor à isso. Sem falar das belezas naturais, das infinitas praias paradisíacas do norte ao sul, e da nossa maravilhosa floresta Amazônica. Vamos proteger o que é nosso! Vamos proteger o nosso planeta, que sem ele a gente não vive!

 

A Última Hora

13 de Abril de 2008 às 17:06

Alguém já viu o documentário feito pelo Leonardo DiCaprio? Acho que ouvi falar umas duas ou três vezes no ano passado, e depois nunca mais.

O filme lançado em Novembro de 2007, segue a mesma linha de Uma Verdade Inconveniente feito pelo “ex-futuro presidente” dos EUA, Al Gore.

Divulgação de dados decorrentes do impacto que provocamos sobre o planeta que comprovam as mudanças climáticas e o alarme de urgência que ainda há tempo para revertermos esse quadro.

Porém, “A Última Hora” (The 11th Hour) não teve tanta divulgação na mídia, ou então não fez tanto sucesso assim, pelo menos aqui no Brasil. Não sei nem como conseguir uma cópia - liguei agora para a minha locadora, e eles não tem. No site, você pode pedir uma cópia (já pedi a minha!) porém, não sei se eles mandam aqui pro Brasil.

Ao procurar sobre o documentário, achei interessante ler o comentário de Érico Borgo no site Omelete, que dizia que esse tipo de filme era inútil, já que quem paga para ver o filme no cinema, eram apenas aqueles que já têm consciência sobre o problema ambiental.

Pois eu discordo totalmente! Ano passado, assisti o filme Uma Verdade Inconveniente com os meus amigos no cinema, e eu percebi que têm pessoas que se importam com a questão ambiental, mas apenas não tem idéia do tamanho do problema que temos.

O filme serve para informar os dados que comprovam a gravidade do aquecimento global, e assim ajudar no processo de conscientização ambiental. A cena que presenciei no final do filme foi a de perplexidade total: meus amigos estavam debatendo entre si sobre os problemas e consequências das mudanças climáticas, e além disso, sobre a “lista de coisas que podemos fazer” que aparece no final do documentário. Por isso, posso dizer que esse filme teve sucesso em seu objetivo.

Outra coisa que Érico falou foi a falta de ousadia da distribuição. E em relação à isso eu concordo plenamente. Veja o último trecho da sua crítica sobre “A Última Hora”:

Há, portanto, uma falta de ousadia na distribuição. Se DiCaprio quer ajudar a mudar o mundo, como eu creio que ele queira, que divulgue o filme de graça e de maneira maciça, não apenas sob um link (na internet e em inglês) .

Maneira de “requisite uma exibição na sua cidade” (de qualquer maneira, faça isso!). Que autorize cópias, o coloque na internet, o mande para escolas, associações e governos. Que conscientize não apenas quem já recicla, compra produtos orgânicos, prefere o metrô e tem suas lâmpadas fluorescentes instaladas em toda a casa; mas quem realmente precisa ser informado. Afinal, o trabalho é impecável dentro das suas intenções e tem alcance quase universal, fora um ou outro detalhe mais técnico.” Érico Borgo, 18/10/07 - Omelete

Veja abaixo o trailer do documentário “A Última Hora” de Leonardo DiCaprio.

A Primeira Cidade Verde

13 de Março de 2008 às 0:55

Começaram as obras para a construção da Primeira Cidade Verde do Mundo que promete ser livre de emissões de carbono e de desperdício de lixo.

Masdar City - que significa “A Cidade Fonte” em árabe - vai custar 22 bilhões de dólares e está sendo erguida na periferia da cidade de Abu Dhabi - o maior de todos os sete Emirados Árabes Unidos, com previsão de oito anos para ficar pronta.

Ao final de todas as obras, aproximadamente 50 mil pessoas devem se mudar para a cidade, para morar lá e trabalhar nos mais de 1.500 estabelecimentos de negócios que estão previstos para funcionar em Masdar.

O projeto concebido por Foster & Associados têm normas e metas bastante rígidas e que seguem rigorosas políticas sustentáveis e ecologicamente corretas.

A energia usada em Masdar vai ser produzida por painéis solares, e os residentes vão usar como meio de transporte vagões sem condutores que vão circular em trilhos magnéticos. A água será fornecida através dos processos de dessalinização, e vai ser reutilizada para evitar desperdício. A maioria das ruas da cidade terão apenas 3 metros de largura e 70 de comprimento para facilitar a passagem do ar e incentivar a caminhada.

O projeto tem o propósito de se tornar modelo e provar que a vida sustentável é possível e que não se precisa de nenhuma abdicação de luxo ou conforto.

Porém, os céticos temem que Masdar vai se tornar mais um grande empreendimento de luxo para os milionários do Emirado. O esbanjamento de água e eletricidade, o uso desenfreado dos automóveis, garantido pelo petróleo que não pára de jorrar na região, fez do emirado de Abu Dhabi um dos locais que mais emitem carbono e gases do efeito estufa em todo o mundo.

Para mudar esta imagem - e de quebra ainda economizar bilhões de petrodólares- os governantes locais tomaram a iniciativa de planejar e construir a cidade verde.

Com o apoio da ONG ambientalista WWF, o projeto pretende captar 18 bilhões de dólares de empresas internacionais interessadas em participar. O governo de Abu Dhabi vai investir apenas 4 bilhões. Uma vez que Masdar estiver pronta, todas as emissões de carbono que serão economizadas por suas inovações serão transformadas em dinheiro para o país, na forma de créditos de carbono, conforme estabelecem as regras do Protocolo de Kioto.

De acordo com o sultão al Jaber, o chefe executivo da empreitada, a cidade precisará de apenas um quarto da energia utilizada por uma comunidade do mesmo tamanho. O consumo de água também será 60% menor do que o normal.

Os Princípios da cidade de Masdar são:
• 100% da energia fornecida virá de fontes renováveis.
• 99% dos resíduos serão reutilizados, reaproveitados ou usados de maneira ecologicamente correta.
• Sem emissão de carbono, o transporte da cidade será inteiramente público.
• Só será usado material ecologicamente correto, como recicláveis e materiais certificados.
• Apenas alimentos biológicos e orgânicos farão parte do cardápio de Masdar City.
• Consumo de água será reduzido em 50% da média mundial. Todas as águas residuais serão reaproveitadas e reutilizadas.
• Preocupação e cuidado com as espécies (fauna e flora) locais.
• Arquitetura integrará os valores locais.
• Bons salários e condições de trabalho para todos, conforme definido pelas normas internacionais do trabalho.
• Investimentos na qualidade de vida e eventos para todos os tipos de habitantes.

Fontes: Mushrootz ; Planeta Sustentável ; Energia Eficiente

A Lei das Chuvas

29 de Fevereiro de 2008 às 0:23

“Ahh…o verão…”, já dizia aquele comercial que agora não me lembro do quê! Muito sol, praia, piscina, férias, noitadinhas.. xD todo mundo com a cara corada (menos eu..! agora não posso mais dizer que é por falta de tempo! hehe) Tudo ia ser 1001 maravilhas se não fosse a… chuva!

Chuvinha de vez em quando é ótimo (e necessária)! Chuvinha! E não o tipo de chuva que teve em Niterói nessa terça-feira! Não o tipo de chuva que alaga as ruas, e faz a cidade parar. Não o tipo que faz as pessoas se aglomerarem nas esquinas, ou obrigando-as a atravessar a rua com água nos tornozelos. Ou então que provoca engarrafamentos monstruosos e alaga casas, portarias e farmácias.

Só quem estava em Icaraí às 11h da manhã de terça viu como a Roberto Silveira ficou congestionada e como a Maris e Barros se parecia mais com um rio do que qualquer outra coisa similiar a uma rua.

(Tirei fotos de dentro do ônibus, que apesar de estar em VGA ficou boa. A pior cena não fotografei, que foi ver as pessoas na esquina de uma rua, aglomeradas num pedaço de calçada que a água ainda não tinha inundado, enquanto uma mulher atravessava a Roberto Silveira com água nos tornozelos. Detalhe que a chuva já tinha parado há pelo menos meia hora, quando eu tirei essas fotos. E só pra constar que não foi nem um pouco legal passar parte do meu aniversário vendo a minha cidade virar um caos total)

Avenida Roberto Silveira (Icaraí)

Em frente ao Campo de São Bento

Algo semelhante com a Rua Lopes Trovão

Uma farmácia que teve que colocar uma barreira de ferro
para impedir que a água da chuva entrasse na loja.

Isso é muito comum em grandes cidades onde a taxa de impermeabilização do solo é alta, devido ao asfalto e o cimento. Sem contar em outras regiões em que a água da chuva provoca desmoronamentos e desabriga centenas de famílias.

Desde 30 de Janeiro de 2004, foi aprovada uma lei na cidade do Rio de Janeiro que obriga os donos de terrenos acima de 500m² de área construída ou cobertura impermeável a deixarem, ao menos, 30% da área com piso drenante ou construir reservatórios temporários de água da chuva. Em São Paulo também tem uma lei semelhante a esta, com uma grande diferença em que inclui as construções antigas tornando o projeto mais significativo.

Com isso, as poderosas chuvas de verão provocam menos enxurradas, pois tem mais áreas permeáveis e reservatórios que não deixam a água escapar para as ruas.

Jorge Henrique Alves Prodanoff, pesquisador da Escola Politécnica da UFRJ, o ideal seria que em cada casa houvesse uma cisterna - com cerca de dois ou três mil litros para coletar e armazenar a água da chuva. O cidadão poderia, inclusive, ser beneficiado diretamente com uma redução no IPTU por um curto período de forma a amortizar os custos de instalação de um sistema de coleta de água da chuva, sugere o pesquisador. “Um sistema de coleta composto de dois reservatórios, estrutura de captação, bomba, filtro, canalização, válvulas gira em torno de 1.500 a 2.000 reais”, informa Prodanoff, e continua “a economia gerada pelo uso da água da chuva pode ser da ordem de 500 a 700 reais, variando de região para região e do preço da concessionária.”

“Para se ter uma idéia, a primeira meia polegada (12,5 milímetros) de chuva, chamada de impacto da carga de lavagem sobre a bacia urbana, tem qualidade comparável ao esgoto primário, ou até inferior.”

Consequências: poluição de rios e praias, queda da qualidade da água, riscos à vida marinha, entupimento de esgotos, erosão do solo, desmoronamentos, desabrigados, alagamentos de ruas e casas, entre outros problemas.

Quer saber o pior disso tudo? Aquecimento Global! Com o aumento da temperatura, as regiões Sul e Sudeste vão sofrer com mais chuvas e assim, mais chances de ocorrer inundações.

Veja a Lei do Rio de Janeiro http://www.recicloteca.org.br/agua/dec-Rio.htm

Fonte: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3¬icia=278

O que você está fazendo para salvar o planeta?

11 de Fevereiro de 2008 às 13:30

“Você já assistiu a filmes cheios de catástrofes, viu as previsões assustadoras nos jornais e na tv, teve longas conversas com os amigos. Agora, está na hora de arregaçar as mangas. Se você não sabe o que fazer para ajudar a esfriar o planeta, inspire-se nas personalidades. Aqui, elas mostram que até pequenas mudanças de hábito podem causar grande impacto na natureza.

- Paola Oliveira (Atriz) -

O hábito é recente, mas ela garante que já está totalmente incorporado em sua rotina. ‘Não sei mais misturar tudo. Aprendi como é importante selecionar o lixo.’ Boa pedida: separado, o lixo pode ser reciclado. Só para ter uma idéia, uma latinha leva cem anos para se decompor naturalmente; o plástico, 450 anos; e o vidro, 5.000. Quando vai às compras, Paola também tenta usar a menor quantidade possível de sacolas plásticas e, se pode, até dispensa o saquinho.

- Christiane Torloni e Victor Fasano (Atores) -

Durante as gravações da minissérie ‘Amazônia - de Galvez a Chico Mendes’, eles, sensibilizados com a destruição da floresta, criaram o movimento ‘Amazônia Para Sempre’.
(www.amazoniaparasempre.com.br)

‘É a última e a maior floresta tropical do planeta’, diz Victor. ‘O objetivo é fazer com que seja cumprida a lei, que diz que a Amazônia é patrimônio nacional’, afirma Christiane. ‘Somos um povo da floresta’, continua ela.

- Maria Clara Gueiros (Atriz) -

Ela vendia tortas antes de estourar como comediante na tv - ficou conhecida no programa ‘Zorra Total’ (Globo) com o bordão ‘Vem cá, eu te conheço?’. Nem por isso deixou para trás os prazeres da cozinha. ‘Sempre separei o óleo que uso nos meus quitutes. Nunca jogo no ralo da pia porque sei que prejudica a saúde dos rios.’

- Guisela Rhein (Modelo) -

Ela já desfilou para John Galliano, Ralph Lauren e Ungaro, e acaba de fazer a campanha de cosméticos da Dior. Era pouco conhecida por aqui, até aparecer na última São Paulo Fashion Week, em junho. ‘Eu adoro o que faço, mas jamais vou entrar numa passarela usando uma peça que representa uma matança’, afirma. A top garante que não desfilaria assim por dinheiro nenhum. ‘Nem por US$ 1 milhão.’

- Jorge Espírito Santo (Diretor do GNT) -

Ele se preocupa com a ‘terrível’ previsão de falta de água. ‘Tomo banhos mais curtos.’ Ele está certo. Estimativas dão conta que, até 2030, um em cada três habitantes no mundo não terá acesso à quantidade de água potável de que precisa para viver. Mas mania mesmo Jorge, de 44 anos, tem com o gasto desnecessário de energia. Fica incomodado com eventuais desperdícios até na casa de quem não conhece direito. Mas não se inibe: vai ao interruptor e apaga a luz.

- Juliana Knust (Atriz) -

Ela sabe que o monóxido de carbono lançado na atmosfera pelos carros diariamente é um dos maiores vilões do aquecimento global e um dos poluentes mais agressivos para a natureza e a saúde. ‘Deixar o carro na garagem, sempre que posso, é a minha contribuição para a Terra, que ainda rende benefícios para mim’, diz Juliana.

- Sandra de Sá (Cantora) -

Ela, que também é atriz de cinema - interpretou Maria no longa-metragem ‘Antônia’ - fica indignada com a sujeira jogada nas ruas. ‘Não agüento ver papel, lata, garrafa de plástico nas calçadas ou nas praias.’ E não fica parada, esperando que alguém limpe. ‘Recolho tudo o que vejo pela frente. Precisamos cuidar do meio ambiente, isso é coisa séria.’ O lixo jogado nas ruas é levado pelos ventos e pelas chuvas para os rios e isso acaba causando mais enchentes, especialmente nas grandes cidades.”

E você? O que está fazendo pelo planeta?
Deixe sua opinião no site.

Revista Marie Claire - Agosto 2007 “O que você está fazendo para salvar o planeta?”
http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1594455-1740-2,00.html

Greenpeace

19 de Janeiro de 2008 às 19:18

Site do Greenpeace

O site do Greepeace explica tudo sobre as mudanças climáticas, os impactos, as soluções, o que não é solução, e o que você pode fazer. Não deixe de ver a galeria de fotos que traz imagens retratando as situações de várias regiões do mundo.

Manaquiri (Amazonas)

Furacão Catarina no Sul do Brasil

Degelo na Groelândia

Barreirinha (Pará)

Veja também “Mudanças Climáticas- O Filme”

Durante meses, uma equipe do Greenpeace viajou por todo o Brasil, documentando os impactos das mudanças climáticas em diversas regiões. O resultado foi um filme com imagens impressionantes de seca, inundação e destruição, além de depoimentos emocionados de pessoas no Sul, na Amazônia e no Nordeste que sofreram, sofrem e podem sofrer ainda mais com essas alterações do clima.

O documentário traz também a opinião de cientistas sobre as causas do aquecimento global e o que o governo e a população podem fazer para barrar já os impactos das mudanças climáticas.

Fonte: Greenpeace

Ser verde é um bom negócio

15 de Janeiro de 2008 às 22:25

Diante de tantas notícias sobre o meio ambiente e aquecimento global, a maioria com péssimas previsões climáticas, várias empresas apresentam iniciativas para tentar reduzir o impacto ambiental daquilo que produzem. Companhias de todos os setores sabem que só há um caminho para se adaptar aos novos tempos: inovar para transformar a crise ambiental em vantagem competitiva. E apoio para se tornar uma empresa ecologicamente correta é o que não falta. Além de inúmeras consultorias especializadas que surgiram nos últimos anos, já existem linhas de financiamento para quem quer produzir sem poluir.

O Banco Real, por exemplo, criou o projeto “Produção Mais Limpa” voltado para pequenas indústrias que precisam investir em tecnologias que não sujam o ar nem as águas. Não só o Real, como o Bradesco também disponibilizam linhas de crédito para você financiar o kit gás do seu carro ou o aquecedor solar da sua casa. Atualmente, com tantas facilidades, as empresas que não investem em medidas de proteção ambiental saem perdendo, porque cada vez mais os consumidores estão se conscientizando, e dando preferência aos produtos que não comprometem a vida do planeta. Acesse o site do Banco Real e do Bradesco e confira as vantagens de ser cliente de bancos que apóiam a sustentabilidade.

Tática n° 24: Convença um cético

15 de Janeiro de 2008 às 20:25
… “Na prática, a maioria dos céticos é formada por pessoas que você conhece bem e até mesmo seus próprios familiares. A boa nova é que é fácil dissuadi-los de suas objeções, conforme mostraremos aqui. Seja paciente, ouça com atenção para entender o ponto de vista deles e - acima de tudo - lembre-se que você está absolutamente certo.

Cético: Aquecimento global? Nem os cientistas chegaram a um acordo quando à existência disso ou de quais seriam as consequências.
Você: Quase todos os estudos e organizações científicas confiáveis concluem que a Terra está se aquecendo e que os elevados níveis de CO² afetam as temperaturas globais.
Cético: As tais “provas” são resultantes de programas de computador e projeções hipotéticas. Não há evidências no mundo real de uma mudança climática em andamento.
Você: Os cientistas meteorológicos têm mantido registros precisos da temperatura na superfície nos últimos 150 anos e essas informações mostram definitivamente que a Terra está ficando mais quente - uma conclusão colaborada pelos dados colhidos dos núcleos de gelo, satélites e balões-sonda.
Cético: Então como os lençóis de gelo da Antártica e da Groenlândia estão ficando maiores? Se existe esse tal de aquecimento flobal, esses lençóis estariam encolhendo.
Você: Na verdade, de um modo geral, os lençóis de gelo estão encolhendo. Na Groenlândia, há uma perda de mais de 200km³ de gelo por ano. A quantidade de gelo em determinadas áreas pode estar aumentando, mas isso porque o aquecimento global leva a um umedecimento e a precipitação extra congela e se transforma em gelo onde cai. O aspecto mais importante: o aquecimento global é uma mudança os padrões do clima ao longo de várias décadas, não um processo que se dá da noite para o dia.
Cético: Tudo bem, mas se o aquecimento global leva a invernos mais amenos, melhoras na agricultura e férias de verão mais longas, por que devemos combatê-lo? O fenômeno não parece algo ruim.
Você: Elevação do nível do mar, ciclones mais fortes e secas mais frequentes não parecem boas novas para mim. A preocupação real é com que velocidade acontece a mudança climática. Alterações rápidas não dão às espécies (inclusive ao Homo sapiens) o tempo de adaptação necessário e não estamos apenas levando a Terra às temperaturas mais altas de toda a história da humanidade - estamos na mudança climática mais acelerada de todos os tempos.
Cético: Mas o dióxido de carbono é um gás que ocorre naturalmente. O ser humano talvez não tenha nada a ver com o aumento.
Você: Também já ouvi essa alegação. Na verdade, li em um anúncio patrocinado por uma indústria petrolífera que dizia: “dióxido de carbono: eles chamam de poluição, nós chamamos de vida”. A cada ano, a queima de combustíveis fósseis resulta em mais de 24 bilhões de ton de emissões de CO² no mundo todo. Os níveis de CO² são mais altos hoje do que em qualquer outro momento nos últimos 650 mil anos.
Cético: Mesmo se o aquecimento global fosse real, não poderíamos detê-lo sem arruinar a economia e eliminar milhões de empregos.
Você: A reciclagem já consiste em uma indústria que movimenta US$50 bilhões ao ano e, em uma década, a energia solar deverá gerar US$69 bilhões ao ano. Há inúmeras oportunidades para ganhar dinheiro ao mesmo tempo em que se reduz a emissão de CO². A Revolução Industrial nos trouxe até aqui; não há razão para uma Revolução Ecológica não nos tirar dessa.

Fonte: Manual Live Earth de Sobrevivência ao Aquecimento Global. David de Rothschild. Páginas 54 e 55.

Sobrevivência ao Aquecimento Global

15 de Janeiro de 2008 às 19:30

Pra quem fica se perguntando o que fazer para combater o aquecimento global, esse livro foi feito sob medida para você. Algumas idéias loucas, sobre como adotar a vermi-compostagem, construir casa para morcegos, construir uma casa de palha, instalar um moinho, cavar um buraco para criar um sistema de calefação geotérmica, optar por um carro à fritura…; porém idéias simples que podem ser adotadas no nosso dia-a-dia como pagar suas contas online, separar seu lixo, escolher a sacola certa para fazer compras, dar carona, tomar banho junto, escolher o melhor combustível, captar água da chuva… enfim, são 77 táticas de como frear a mudança climática escritas por David de Rothschild, o manual Live Earth de Sobrevivência ao Aquecimento Global.

“A melhor maneira de sobreviver à mudança climática é impedi-la. Ajude a evitar o desastre do aquecimento global por meio de táticas essenciais e inovadoras, como comprar corretamente uma lâmpada, usar o lixo de modo criativo (por exemplo, como adubo) e se livrar da conta de luz. Além disso, se todo o resto falhar, você encontrará dez maneiras engenhosas de sobreviver em um planeta superaquecido. Aprenda a: superar a inércia política, captar energia do campo, usar um suéter corretamente, inspecionar seu lixo, convencer um cético, viajar pelo mundo em uma casa flutuante, obter sua própria fonte de água, socorrer uma geleira abandonada.”

Na Saraiva, está custando R$36 e na Siciliano, R$33,12.