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Vivendo no Piloto Automático

27 de Setembro de 2008 às 13:28

Alguma vez você já sentiu como se estivesse vivendo no “Piloto Automático”?

Todo dia você faz as mesmas coisas da mesma maneira como sempre fez. Você vai pro trabalho porque tem que sustentar uma casa e uma família. Você faz um curso de especialização para se manter no mercado, e você acaba indo para as aulas pensando no diploma que vai pegar no final do ano. Você vai pra um almoço de família porque tem que marcar presença enquanto está pensando no jogo de futebol mais tarde. Você conversa com alguém apenas porque não pode ser indelicado e sair andando.

Você faz as coisas, mas você não está presente. Seu pensamento está em outro lugar. Seu pensamento é no tempo que está passando, esperando aquilo acabar. Se lhe perguntam alguma coisa, sua resposta vai ser sempre a mesma, como está acostumado a fazer. Até que um dia, você percebe que está cansado de fazer aquilo, porque é sempre igual, nada muda.

Depois que vi um filme chamado Click, com Adam Sandler, eu comecei a me policiar para não entrar no Piloto Automático eventualmente. É difícil controlar, mas às vezes vem um “Click” e eu desperto para o “Modo Manual”.

Isso é normal acontecer, porque o ser humano está acostumado a fazer as coisas como sempre fez. Mas isso não é nada bom pras nossas vidas porque agimos de forma sistemática, sem que tenhamos um momento para avaliar quais as opções de escolha que temos disponíveis em uma determinada situação.

As pessoas estão tão acostumadas a fazer as coisas das suas maneiras, que já não percebem o que estão fazendo, quais as causas e conseqüências das suas atividades. E é exatamente por isso, que muitas pessoas não vêem qual o impacto que suas atitudes causam no planeta. Elas estão acostumadas a escovar os dentes com a torneira ligada, lavar o carro com a mangueira no quintal, deixas as luzes da casa acesas, deixar a TV ligada, deixar o lixo num canto qualquer, sem que isso as deixe com a consciência pesada ou algo similar.

Se preocupar com o meio ambiente, é sim um problema a mais para as nossas vidas. Digo isso, porque ser negligente é muito cômodo. É viver achando que o mundo gira em torno do próprio umbigo. E não é assim não. A gente é que vive num mundo que não é nosso. É de todos. E isso inclui todos os seres vivos – não só nós humanos.

Há pouco tempo, as mudanças climáticas no planeta têm feito “Click” nas nossas vidas. A mídia pode ter feito um grande alarde sobre o assunto. Mas isso só gerou benefícios para o planeta. Isso fez as pessoas despertarem e perceberem o rumo que a Terra está tomando, porque toda a população entrou em Piloto Automático. Ou grande parte dela. Sempre existiu uma minoria que tentou alertar dos impactos que nosso estilo de vida está causando ao nosso meio.

Chegou a hora de despertar para as necessidades do nosso planeta. Vamos mudar nossos costumes antes que ele mude pela gente. Vamos parar pra pensar antes de iniciar uma atividade. Por que estamos fazendo aquilo? O que isso causa ao meio ambiente? De que forma podemos reduzir nossos impactos? Pra tudo existe uma solução criativa. Pode ainda não ter sido passada pro papel, mas pode estar aí escondida no seu pensamento em forma de idéias.

Transforme suas atividades diárias em atividades prazerosas. Pense quais as diversas formas de fazer a mesma coisa! Mude o caminho que faz até o trabalho. Passe por dentro de um parque. Deixe o carro em casa, e vá de bicicleta. Desenvolva seus projetos pensando no aspecto ambiental. Descubra uma maneira de fazer o que sempre fez da forma mais sustentável possível. Coloque qualquer idéia no papel. E não tenha medo de expor e contar para o mundo. Talvez você tenha dentro de você a solução para muitos problemas ambientais. Cultive a sua criatividade.

Não seja uma pessoa alienada. Não veja a vida como um dia após o outro. Escute o que as pessoas têm a dizer. Seja mais especial com elas. E principalmente, esteja presente em tudo que estiver fazendo. Desperte para a vida. Pense no seu futuro… Mas antes, pense no futuro do planeta, porque você depende dele para sobreviver.

Por Andrea Mieko

O meio ambiente também é você

21 de Maio de 2008 às 16:32

Escrito pelo Jornalista Marcio Oliveira

“As questões ambientais vêm anualmente ganhando destaque em todos os setores da sociedade – política, economia, educação, saúde, segurança e outros. Com o boom do aquecimento global a responsabilidade social das empresas tornou-se cartão de visita; a preservação dos bens naturais dos países é questão de política internacional. E o que dizer da veiculação de matérias nos diversos meios de comunicação sobre o meio ambiente? Também se torna freqüente. O que está acontecendo? Será que a sociedade está sensível aos fatores ambientais ou será que o ser humano está percebendo que um bom marketing ambiental pode ser lucrativo?

De fato, as discussões sobre o meio ambiente têm tido amplitudes consideráveis. Porém, observa-se que quanto mais se discute, mais se tem poluído e degradado o meio natural. E eu pergunto, por quê? Para você, leitor, ter uma idéia vamos acompanhar um dado do INPE, divulgado em abril, que mostra que só no mês de fevereiro 724 km2 da Floresta Amazônica foram devastados. Isso significa que se compararmos com o tamanho da cidade de São Paulo, esse número reflete 50% da área total da capital paulista. Agora imagine, anualmente, quantas cidades de São Paulo são devastadas na Floresta Amazônica.

Cada quilômetro devastado significa centenas ou milhares de anos para que o local devastado possa ser restaurado, ou seja, “possa” por não se ter a certeza de que determinada região devastada venha a ter as mesmas condições ambientas antes da devastação. Uma das árvores mais cobiçadas na Amazônia, por exemplo, é o Cedro, pois sua madeira é leve, fácil de trabalhar e resistente a pragas, considerada uma madeira nobre na fabricação de móveis, laminados e instrumentos musicais. Porém, para que ela atinja um estado de maturidade, ou seja, esteja pronta para ser usada pela indústria de madeira são necessários no mínimo 20 anos.

Você, leitor, acha muito ou pouco 20 anos? Faz um histórico da sua vida nas últimas duas décadas. Você lembra da morte de um parente querido? A aprovação num concurso público? A primeira viagem ao exterior? O nascimento do seu primeiro filho e você acompanhando cada processo de desenvolvimento dele?

É, se pararmos para pensar perceberemos como faz tempo tudo isso. Agora, imagine que o Cedro leva 20 anos para atingir uma maturidade para poder ser utilizado, enquanto as condições ambientais para o surgimento da Floresta Amazônia só se criaram há 6 milhões de anos. E, mais, essas árvores são retiradas e não são repostas, o que traz conseqüências piores para o mundo natural.

O que são 20 anos diante de 6 milhões de anos? Caro leitor, o processo natural é lento e gradual, não acontece de um dia para o outro. São necessárias mudanças no clima, fauna, flora, solo, distribuição dos recursos naturais como a água, entre outros fatores. A emergência para que a população atente a esses fatores é evidente, pois os 6 milhões de ano que a natureza passou para formar a Amazônia, o homem pode destruir nos próximos 20 anos.

As conseqüências ambientais também acontecem de forma tímida. A Terra não vai desaparecer do nada. Primeiro, a temperatura aumentará 1ºC; depois as chuvas ficarão mais escassas; mais insetos como escorpião, cobras, baratas, aranhas infestarão as cidades; novas doenças vão surgir; esporadicamente faltará água em sua casa e assim sucessivamente. São previsões catastróficas? Não. É fato e já está ocorrendo. Com certeza, você está percebendo como o verão está mais quente; locais em que pouco chovia, atualmente têm sofrido com os constantes temporais, como o Nordeste brasileiro; doenças como a dengue tem se espalhado facilmente e fazendo muitas vítimas, a exemplo do Rio de Janeiro e outros Estados.

Você pode pensar: qual a importância de separar o lixo adequadamente ou desligar a torneira durante a limpeza bucal se meu vizinho gasta água lavando a calçada? Eu te pergunto: se você vir o nadando no Rio Tietê, em SP, você também nadaria? A regra que se aplica é a mesma: você só pode responder pelos seus atos. Mas, hoje você pode pensar: eu não dou a mínima para o meio ambiente. Porém não esqueça: o meio ambiente também é você, pois sem as água dos rios, o solo da terra, as geleiras do Ártico, os frutos das árvores e os beija-flores, nós não existiríamos.”

Marcio Oliveira - marcinhojunior@terra.com.br

SOS, Terra em perigo

12 de Maio de 2008 às 2:50

Cuidado, planeta Terra em perigo!

Ao acordar, encontro um dia muito quente. Fico pensando se a temperatura antigamente era mais fria. Voltando ao passado, lembrei-me que no ano 2000, minha cidade sentiu um frio imenso. Eu também estranhei aquele frio.

Saindo de casa, encontro uns amigos e pergunto à eles o que acham sobre o assunto. Todos eles concordam comigo! Depois de muito conversar, sinto que o sol está mais forte. Será que é o buraco de Ozônio?

Volto para casa, e como o calor continua muito forte, ligo o ar refrigerado. Penso na conta de luz que estará altíssima no fim deste mês, mas é preferível gastar luz do que sentir calor. Que dane-se a economia! Tenho que viver, pelo menos com um mínimo de conforto.

Pego o jornal, e fico assustada com uma matéria sobre o perigo que ameaça o Mundo.

“De acordo com os 1.500 cientistas que representam 150 países, no painel da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmam que nos próximos cem anos o efeito estufa, elevará a temperatura do nosso planeta em três graus centígrados em média; determinando um aumento no nível das águas dos mares em meio metro.

Isso será o suficiente para que trinta países localizados no Oceano Pacífico desapareçam. Cerca de 70% da população costeira que vivem hoje sentindo a brisa do mar, serão de alguma maneira atingidos.”

Como tenho uma casa próximo ao mar, fico apavorada. Mas lembro que tenho muita vida pela frente. Minha amiga pergunta: Se essa mudança de temperatura chegar antes do previsto?

Minha pele arrepiou. Serei atingida? O que poderei fazer para alertar o mundo desse perigo? Veio a idéia de escrever minha aflição para jornais e revistas. Mas eu não tenho condições para isso.

Assim escrevo para você leitor, que tenha consciência que nesse momento a 20 quilômetros de altura, sem que possamos ver a olho nu, uma grande rede de gases aumentando na atmosfera do nosso planeta, em uma quantidade que deixa nossos cientistas apavorados.

De acordo com relatório do painel da ONU de mudanças de clima, o atual nível de emissão de CO2, ou dióxido de carbono, causará profundas mudanças na temperatura no próximo século.

A queima de petróleo; carvão; queimadas de lixos tóxicos e incêndios florestais, produz cerca de 70 bilhões de carbono por ano.

O uso do cloro também é um dos agentes que mais polui o meio ambiente. Hoje piscinas não precisam mas serem tratadas com esse produto, que também prejudica a saúde humana.

Apenas 4 bilhões de carbono são utilizados pela natureza, que não dá conta dos outros 3 bilhões, que vão reforçando lentamente a couraça da nossa atmosfera. É essa couraça – armadura da atmosfera - que impede o calor dos raios solares que atingem o solo, saia da Terra.

Com o aumento do buraco de Ozônio, os raios solares estão trazendo doenças de pele. Antigamente podia ficar exposto ao sol por muito tempo. Hoje com meia hora já sentimos os efeitos dos raios solares.

Fico espantada com a decisão dos Estados Unidos que é o maior emissor de CO2 do mundo, e recusa-se a reduzir a quantidade de fumaça lançada na atmosfera, sem que os países em desenvolvimento - China, Brasil e Índia, principalmente - também o façam.

O relatório do Painel foi produzido ao fim de um século, afirmando que a temperatura se elevou 0,6º C, tendo sido o ano de 1998 o mais quente da história , onde as medições começaram no início de 1860.

Para uma parte da população cientifica o aumento dos desastres ambientais ( furacões, nevascas, enchentes, secas e ventanias) que vem causando transtornos pelo mundo provoca o efeito estufa.

Infelizmente o protocolo de Kyoto impedem esse compromisso aos países industrializados, que são historicamente os maiores e mais antigos poluidores do planeta. Aí mora o maior de todos impasses.

Acho que algo precisa ser feito urgentemente para o futuro das nossas gerações.

Uma das soluções seria a construção de um satélite de 2,5 quilômetros de diâmetro, funcionando como uma sombrinha que esfriaria nosso Planeta. Um americano sugere que navios de guerra, mas em vez de utilizar bombas em seus canhões, que seja usadas partículas que bloqueariam a luz do sol esfriando a Terra.

Ou em vez de partículas, 50 mil espelhos em orbita para desviar os raios solares. Essa idéia partiu de um cientista de 96 anos que quer salvar a Terra, o mesmo que há 47 anos foi um dos pais da bomba atômica que arrasou Nagasaki e Hiroshima – cidades japonesas.

Meus avôs nasceram nas cidades atingidas do Japão e participaram da 2ª guerra mundial. Minha avó faleceu sofrendo as conseqüências da radiação da bomba atômica. Meu avô fez exame de sangue e graças à Deus ele não tinha nenhum problema de câncer de pele, em relação a radiação.

As mudanças climáticas são certamente a maior ameaça que pesa sobre a espécie humana. Geleiras se dissolvem, plantações serão destruídas, o mar invade as praias e epidemia surgirão com muita freqüência. Nossa espécie está em perigo, juntamente com os animais e todas espécies terrenas.

Os corais que servem de abrigo para os peixes e crustáceos, estão morrendo por causa da mudança de temperatura. Sensíveis à mudança de temperatura, os microorganismos que dão cor aos recifes de coral estão desaparecendo. Um quarto dos corais do mundo já morreu, o resto deve desaparecer nos próximos 100 anos.

O ciclo da chuva sofrerá algumas alterações, prejudicando a agricultura e os países que dependem de energia hidroelétrica. Se não diminuir urgentemente a poluição, o mundo sofrerá as conseqüências.

Você leitor, poderá participar também nessa viagem, em busca de soluções. Vamos alertar com nossas vozes mantendo o nosso céu azul e estrelado. Precisamos acabar urgentemente com o mal do mundo.

Chega de poluição no mar, no solo e na atmosfera. Vamos salvar nossa Terra?

Escrito em 26/05/2001 pelo meu avô, com uma pequena participação minha. Minha jornada começou desde cedo.. :)

Texto: Desenvolvimento Sustentável

25 de Março de 2008 às 12:22

Pelo Médico Veterinário Lélio Costa e Silva

Eram 169 pulgas, 38 carrapatos e 75 piolhos. Todos moravam num cão de rua. Naquele “planeta”, os carrapatos preferiam o interior das orelhas, os dedos, a cernelha e as axilas. No dorso, lombo e abdômen viviam as pulgas. Os piolhos no restante. O cão era uma coceira só. Sugavam o sangue inoculando-lhe uma saliva irritante. Dia e noite, domingos e feriados.

Um dia alguém percebeu que o alimento estava caindo de qualidade - um sangue ralo e cada vez mais cor-de-rosa. Seria necessária uma assembléia de todos os moradores.

Na semana seguinte teve início a I Conferência Planetária do Meio Ambiente. O fórum escolhido foi o dorso do animal. Compareceram 292 pulgas, 94 carrapatos e 101 piolhos. Após a aprovação do regimento da Conferência, uma pulga fez uso da palavra:

- Senhoras e senhores, tenho notado uma drástica diminuição dos nossos recursos naturais. O planeta está anêmico!
- As culpadas são vocês mesmos suas pulgas imediatistas… atacou uma fêmea de carrapato entumescida de sangue.
- Que nada, nós até sabemos reciclar…
- Não entendi, interpelou um piolho.
- Nossas larvas, futuras pulgas, são alimentadas com nossos próprios dejetos… isto é ou não é reciclagem?
- Acho que tudo é uma questão política, completou outro carrapato.
E a reunião prosseguiu acalorada.
De repente o “planeta” começou a balançar…
- Efeito estufa? Aumento da temperatura global? Queimadas? Terremotos? Ou efeito do buraco na camada de ozônio?

Na verdade era o cão que se coçava desesperadamente num solitário jequitibá… Ouvindo toda a discussão a árvore tentou ajudar:
- Gente! Vocês já ouviram falar em “desenvolvimento sustentável”?
Todos silenciaram para escutar.
- Antigamente essa praça era uma floresta. Inúmeras árvores de variadas espécies.

Produzíamos flores, frutos, abrigos, sombra e madeira. As folhas mortas e os restos dos animais se decompunham rapidamente com a ação do calor e da umidade freqüente.

Assim todos os nutrientes eram devolvidos à terra-mãe, alimentando-nos e possibilitando o nascimento de novas plantas. Tudo aqui era biodiversidade. Existiam orquídeas, bromélias, cipós e toda a vida animal. As copas amenizavam a queda da chuva que suavemente deslizava entre os galhos. Não havia erosão. De vez em quando cortavam algumas árvores.

Nem precisavam reflorestar. Nós mesmas fazíamos o replantio com a ajuda dos morcegos, frugívoros, cutias, gralhas, borboletas, beija-flores e até do vento. Assim a floresta se AUTO- SUSTENTAVA.

Mas um dia começaram a nos desmatar além da conta… logo fiquei sozinha. hoje virei mictório de cães e de gente. As minhas folhas são impiedosamente varridas. Não têm mais o direito de apodrecer ao pé da árvore-mãe…

- Mas afinal o que é desenvolvimento sustentável? - perguntou um piolho aflito.
- É cada um sugar sem exageros o alimento e dar tempo ao “planeta” de se recuperar…
- Vamos ter que produzir economizando, lembrou um carrapato demonstrando preocupação
- afinal todos nós podemos jejuar mais de um mês…

E a plenária efervesceu. Foram criados manifestos e leis ambientais. Publicaram a “Carta dos Ectoparasitos”. Elegera-se delegados. Todos se comprometeram…

Ao final dos debates já haviam 3.090 pulgas, 2.348 carrapatos, 2.251 piolhos… No dia seguinte, o cão morreu.

Fim

Fazendo nossa parte

16 de Fevereiro de 2008 às 13:34

Olá, meus amigos! Tarde ensolarada em Niterói (pleno verão!), e eu aqui em frente ao computador. Tudo bem, não estou reclamando não. Até porque adoro me dedicar a isso aqui!

Eu podia muito bem ter ido à praia (de carro); mas não fui. Não, não foi porque ia de carro que eu desisti.
Infelizmente não foi esse o motivo; foi preguiça mesmo :( Pra mim é, como vamos dizer… vergonhoso dizer que vou a praia de carro.

Por que ainda temos costumes que são difíceis de largar?, mesmo quando sabemos o quanto é prejudicial ao meio ambiente? E a culpa aumenta porque temos consciência que somos nós que alteramos a natureza, e que é por isso que temos a frente a era da revolução ambiental.

É, virou moda! Esse papo de ser ecologicamente correto faz sucesso! Dizer que se planta árvores, para neutralizar as emissões de carbono, virou uma espécie de bordão. As propagandas na TV não são mais mostrando abundância, e sim dizendo o quão importante é preservar a natureza, usar os produtos conscientemente… e blábláblá.

De uma forma mágica, eles conseguem convencer a gente que realmente são defensores da natureza! HaHa… mas ainda bem que não é todo mundo que acredita! Senão estaríamos perdidos, vítimas do marketing, da propaganda enganosa, do greenwash!, fenômeno conhecido nos Estados Unidos, sobre as empresas que alardeiam sobre suas iniciativas ambientais, mas que não conseguem transformá-las em realidade. Como já foi dito antes no post sobre a reportagem da Exame, isso têm sido muito comum, não só nos EUA, mas aqui no Brasil também.

Essa é a proposta do meu blog! Torná-lo referência em Guias Verdes de diversos tipos de produtos, desde detergentes até marcas de eletrodomésticos. Enviar emails para as empresas pedindo certificados e relatórios que comprovem sua preocupação com o meio ambiente. Assim, na hora de ir ao supermercado e escolher qual marca comprar, você já sabe que por mais que seja um pouco mais caro, vale a pena comprar aquele, que causa menos impactos ao meio ambiente.

Leia mais sobre isso no post “Todo mundo quer ser verde” de 20.01.08.

É difícil saber qual a empresa que está falando sério. Eu também sou eventualmente enganada. Propaganda envolvente, embalagens bonitinhas, frases prontas, mas supostamente sinceras.. Tudo isso faz parte do marketing! Viva o cara que bolou toda essa publicidade. Mas a culpa não é dele. E também não é nossa. Por isso temos que exigir das empresas que não apenas FALEM, mas que COMPROVEM. Fotos e vídeos são ótimos recursos. Não existem limitações para a criatividade, e sim, falta de vontade. Se uma empresa não coloca os planos em prática, a culpa provavelmente é dos superiores que não dão valor à questão ambiental. Num mundo capitalista é normal querer só o lucro.

E tem uma frase do Greenpeace que fala tudo: “Quando a última árvore tiver caído; Quando o último rio tiver secado; Quando o último peixe for pescado; Vocês vão entender que dinheiro não se come!”

Nós não precisamos chegar ao ponto de sermos radicais, e deixar de fazer tudo o que agride a natureza. Até porque se todos contribuírem um pouco, já é suficiente. E se quiser ficar um tempão tomando banho de água quente, economize depois na hora de escovar os dentes ou desligando as luzes acesas à toa.. Levar pilhas de roupas novas que estão em liquidação, mas doar as velhas que estão guardadas no fundo do armário. E comprar um computador novo, porque já está velho, mas levá-lo para ser reaproveitado ou reciclado. Imprimir um livro de duzentas páginas, mas guardar os papéis que podem ser jogados fora para serem usados com rascunho.. Trocar de celular por puro luxo, mas levá-los ao centro de recolhimento da empresa fabricante.. E tudo bem…, se eu quiser ir à praia de carro, mas que eu leve o número máximo de pessoas dentro do carro comigo.

Assim não precisamos nos sacrificar de coisas que gostamos de fazer. Se quiser ser radical pode ser também! Mas que seja feliz assim!
Eu concordo que o melhor é REDUZIR, porém podemos fazer outras coisas para compensar nossos abusos quando queremos apenas viver melhor.

Pleno verão no Rio de Janeiro… é difícil dormir sem ar condicionado! Mas tenho uma lista de coisas que faço para compensar esse mínimo de conforto que eu tenho o direito de ter!

Não se torne presa da propaganda consumista

09 de Fevereiro de 2008 às 19:00

“Não permita que a propaganda consumista, que encara as pessoas apenas como consumidores e não seres humados, mapeie e ‘loteie’ seu corpo, impingindo-lhe produtos para os cabelos, olhos, orelhas, lábios, pescoço, abdômen, pés, mãos, etc. Tudo o que fizer, faça-o conscientemente. Exerça seu direito de escolha, o que inclui também o direito de recusar o que é inútil e prejudicial.

Prejudicial não só ao nosso corpo mas também para o meio ambiente que faz parte de nós!

Texto retirado do site de IDHEA

Paulo Coelho

15 de Janeiro de 2008 às 19:00

Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo.

(Paulo Coelho)