Hora do Planeta 27 de Março

11 de março de 2010

Acho que todo mundo já conhece esta campanha magnífica da WWF, que busca chamar a atenção do planeta com uma simples atitude: apagar todas as luzes por uma horinha. E para aqueles que dizem que um dia apenas não adianta nada, estão enganados. A campanha não é pela economia de luz em milhares de casa em um determinado dia. A campanha reúne a cada ano aquele pequeno grupo de pessoas ecologicamente conscientes, para mostrar para o resto do mundo que estamos unidos! Que juntos nós faremos a diferença. Que ano após ano, nós estamos nos multiplicando. E que mais pessoas conscientes significa mais proteção ambiental, mais qualidade de vida.

No ano passado centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. 2010 promete ser ainda mais fantástico, reunindo mais de 1 bilhão de pessoas no mundo todo! E você pode participar desse dia histórico para o planeta! Divulgue nas redes sociais, no MSN, coloque cartazes na janela, promova uma festa à luz de velas com os amigos.. Desligue suas luzes no dia 27 de Março e ajude a divulgar essa iniciativa! Faça o download de banners, imagens, logos, emoticons e wallpapers no site da Hora do Planeta.

É o 3o ano que vou participar da campanha, e a palavra exata para definir este dia é emocionante! Você se sente importante para o mundo, com a sensação de que está fazendo algo certo. Você sabe que fez parte de uma mobilização expressiva para o futuro da Terra. Sua atitude despertou a consciência em outras pessoas. Isso significa que você fez a diferença no mundo!

Quem quiser comprar o kit da campanha com Camisa de PET, adesivo e lanterna com recarregamento manual (que não precisa de pilha!) por R$49,90, é só acessar o site do Submarino.

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Energias Sustentáveis

11 de março de 2010

Aconteceu nesta quarta-feira o Seminário de Energias Sustentáveis na Olimpíada do Conhecimento promovida pelo SENAI. Apesar de poucas pessoas presentes, as palestras foram ótimas, bastante esclarecedoras. Destaque para o Professor Célio Bermann que esclareceu o conceito de Energia Sustentável. Segundo ele, não existe energia limpa e sustentável, pois toda forma de geração de energia elétrica provoca uma degradação no meio ambiente. Por isso, o termo correto seria Energias Renováveis.

O professor também chamou a atenção para a falta de cursos de qualificação em energia no Brasil. Podemos encontrar cursos a nível de pós graduação na USP, Unicamp e UFRJ por exemplo. Mas ainda não existe um Bacharel em Energia que qualifique os profissionais em caráter multidisciplinar. Outro problema apontado por Cláudio Pazin, diretor de Recursos Humanos da Tecsis (empresa que fabrica pás para turbinas eólicas) é que os profissionais que se qualificam em Energia muitas vezes ficam restritos à uma àrea apenas – os qualificados em biomassa não entendem de energia eólica – e isso dificulta mais ainda o encontro dessas pessoas.

Um dos maiores desafios nessa área é a busca de maior eficiência na distribuição da energia elétrica. Segundo Barmann, existe uma perda técnica de 15% da energia no Brasil, da geração à distribuição nas casas. Nos EUA, esse desperdício é de 7%, e no Japão, 6%. Apesar dessa absurda diferença, não há muitas pesquisas no Brasil voltadas para a solução deste problema.

O tema dos carros elétricos também foi discutido. Os maiores desafios envolvem o aumento da autonomia (quanto tempo sem recarga o carro consegue andar – atualmente em torno de 80km), a diminuição no tempo dessa recarga (em geral, de 4 à 8 horas), e os custos, muito elevados para uma produção em larga escala. A proposta é desenvolver projetos de carros elétricos e baterias de lítio que podem ter alto poder de armazenagem. Apesar de muitas opiniões negativas de que o futuro dos elétricos esteja longe, o Professor Célio acredita que este cenário está próximo e que seja a solução mais real.

Outro fato apresentado (de que eu não tinha conhecimento ainda) é que o Pré Sal é uma grande descoberta e blábláblá, mas falta desenvolver uma tecnologia que capture os 10 à 15% de CO2 que vem associado ao gás natural.

Um gráfico muito interessante apresentado pelo Cláudio Pazin, foi a da complementação que a Energia Eólica pode dar à Energia Hidrelétrica. Isso é, nos meses que as chuvas diminuem, os ventos tornam-se melhores. Então quando há uma baixa na produção da energia nas usinas hidrelétricas, pode-se compensar a falta com a produção de mais energia eólica.

Atualmente, 45,4% da energia produzida no Brasil é renovável. A média dos outros países é de 12%. A energia que tem o maior potencial de expansão é a Solar, podendo ser até 800x mais até 2020, enquanto a eólica até 400x. O Brasil tem uma enorme oportunidade de substituir o uso de energias fósseis por energias renováveis. E além do ganho em preservação ambiental, o mercado mundial pode começar a preferir produtos “MADE IN BRAZIL” por serem fabricados com energia renovável – que não é limpa, mas que polui muito menos que os combustíveis fósseis.

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Seminário de Energias Sustentáveis – SENAI

8 de março de 2010

De 10 a 13 de Março, acontecerá no Riocentro a Olimpíada do Conhecimento 2010, organizada pelo SENAI em parceria com grandes empresas do setor industrial brasileiro. E no dia 10 de Março, das 15 às 17h, será realizado um Seminário sobre Energias Sustentáveis.

Os interessados devem enviar o nome para o email: olimpiadas.senais@gmail.com

Para mais informações, acesse o site: olimpiadasenai.com.br

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Saco é um Saco!

4 de março de 2010

Olha, o novo site da Campanha criada pelo Ministério do Meio Ambiente ficou um arraso! “Saco é um saco” é uma inciativa para tentar reduzir o uso das sacolas plásticas pela população. E acabar com um hábito é sempre uma tarefa díficil e lenta. Depende da boa vontade de cada um aceitar que esse costume que parece tão inocente para alguém, na verdade, multiplicado por bilhões de pessoas, está provocando um grande problema ambiental no planeta.

A luta contra o plástico começou. E não é ele o vilão da história. O consumo excessivo é que é o problema. A dica é: Recuse sempre que puder. Reduza ao máximo seu consumo. Reutilize as sacolas que pegou. Veja outras dicas no site e no blog!

A humanidade usa por ano quase 1 trilhão de sacos plásticos.

Obs: Para entender melhor o problema, clique em Saiba Mais no menu inferior do site “Saco é um Saco“.

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Absorvente Ecológico

3 de março de 2010

Você já parou para pensar no lixo gerado pelo uso de absorventes descartáveis? Uma mulher, durante seu ciclo reprodutivo, utiliza de 10 a 15 mil absorventes, que demoraram cerca de 100 anos para se decomporem.

Além disto, os absorventes descartáveis contém substâncias químicas nocivas a saúde da mulher. Muitas mulheres tem alergias e outros problemas por causa disto, mas na maioria das vezes nem se dão conta.

Mas o que é o absorvente ecológico? – São absorventes reutilizáveis e biodegradáveis, produzidos em tecido de algodão. Tem abas que prendem na calcinha tão bem quanto um absorvente descartável. Duram de 6 a 10 anos, conforme o cuidado que se tenha.

Como usar? – É como um absorvente descartável, porém após utiliza-lo, deixar de molho na água por algumas horas (ou de um dia para o outro), sem sabão. Esta água rica em nutrientes pode ser utilizada para regar as plantas e assim você estará reciclando seu ciclo! Depois, você pode lavar direto ou deixar mais um pouco de molho na água e sabão (caso necessário). Para sair as manchas é só deixar quarando no sol com sabão de coco. Pode também ser lavado na máquina de lavar. O absorvente ecológico é como uma calcinha, e deve ser lavado com o mesmo cuidado. Para aumentar a durabilidade utilizar sabão neutro ou de coco e sabão em pó de coco. Não usar alvejantes, além de poluir a água você estará diminuindo a durabilidade de seu absorvente.

No site da IPEMA você pode comprar cada um por 12 reais mais o custo do frete! Clique aqui para mais informações!

Obs: Texto retirado do site da IPEMA! :)

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Hora do Planeta

3 de março de 2010

27 de Março de 2010: mais um dia pra ficar na história!

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Unidade de conservação em Bertioga

3 de março de 2010

O WWF-Brasil lançou um abaixo-assinado para coleta de assinaturas pedindo a criação de área protegida com 8.025 hectares, em Bertioga (SP), no mais conservado trecho de Mata Atlântica no litoral paulista. A área de planície, que faz conexão com o Parque Estadual da Serra do Mar, abriga rica diversidade de ambientes – dunas, praias, rios, florestas, mangues e uma variada vegetação de restinga – nos quais vivem animais raros e ameaçados de extinção.

O documento com as assinaturas será entregue ao governador do Estado de São Paulo, José Serra, e ao secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano.

Clique aqui para assinar!

Manguezal Guaratuba, Bertioga, São Paulo, Brasil. (Mata Atlântica)
© WWF-Brazil /  Instituto Ekos Brasil / R.A.F. Lima

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Planeta Água

3 de março de 2010

6 atitudes que podem salvar o mundo!, veja no site da Docol algumas dicas para economizar água! Vale a pena dar uma olhada!

Amigo da água

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Lixo nas praias

10 de fevereiro de 2010

Todo verão é sempre a mesma coisa… sol forte significa praia lotada… e quanto mais gente aparece na praia, mais lixo se vê na areia e na água.

Agora eu pergunto… O que dois turistas encontram numa praia em 15 minutos de caminhada?

A resposta é isto:

Quatro sacos de lixo: garrafas, latas de alumínio, embalagens de picolé, de biscoito, potinhos de açaí, e muitos copos plásticos! Ah! E sabe os sacos plásticos que estão o lixo? Encontramos na própria praia, pelo caminho… Que ironia! Limpamos menos de 1 km da praia com o próprio lixo que foi largado na areia. É sério… isso tudo foi encontrado em 15 minutos andando pela beira da água.

Quase 90% do lixo que coletamos era plástico. E a maioria estava boiando na água ou quase sendo alcançada pelas ondas. E o pior… sempre havia uma barraquinha de açaí, picolé, pizza, milho, por perto… Isso significa que nem mesmo os comerciantes locais têm a percepção de que aquele lixo está poluindo a praia, e que isso pode gerar uma diminuição do turismo na região. O que você pensa quando visita uma praia que está cheia de lixo boiando na água, e decorando as areias brancas? Por mais bonita que seja a praia, isso vai provocar um ponto negativo na hora de decidir voltar lá de novo.

E eu sei que ultimamente está difícil de encontrar uma praia que esteja 100% limpa. Sempre tem um sujinho que larga a latinha de cerveja num canto, ou enterra o pote de sorvete na areia. As pessoas têm o pensamento de que é obrigação da Prefeitura promover a coleta do lixo deixado nas praias. Mas esquecem que se cada um fizer sua parte, somos nós que vamos desfrutar de uma experiência mais agradável e limpa!

E tem uns que pensam que deixar a latinha de alumínio em qualquer canto, virá um catador e assim estará “ajudando-o”. Não façam isso… As latinhas podem provocar ferimentos nos pés de quem passa! Isso também acontece com o lixo que é enterrado na areia. Eu mesma quase furei o pé por causa de um palitinho (aqueles de churraquinho) que estava cravado na areia. Quem fez isso no mínimo não tem cerébro!

Além dessas complicações, quando o lixo vai para o mar, pode causar uma série de problemas muito piores, como a morte de animais marinhos por asfixia que muitas vezes confundem plástico com algas ou águas-vivas. O lixo também pode acabar penetrando na cadeia alimentar, e envenanar o próprio ser humano. Em alguns lugares do Estados Unidos, um grande problema é o entupimento da entrada de água para refrigeração do motor de embarcações.

Eu não ia dizer em que praia aconteceu esse episódio, porém, são poucas as praias que não são frequentadas por ‘mal educados’ e ‘desinformados’. Isso acontece em todo lugar, mas não é por isso que podemos deixar isso passar. A Praia do Forte, em Cabo Frio – RJ, recebe milhares de turistas no verão, e a Prefeitura dispõe de uma equipe de limpeza após o entardecer. Porém, acredito que os próprios comerciantes e moradores da cidade podem organizar campanhas e voluntários para evitar o descarte incorreto do lixo nas praias. Não só nesta cidade. E principalmente nas litorâneas, que atraem turistas devido às belezas naturais sob o sol do verão.

As Prefeituras podem incentivar os comerciantes que têm barraquinha na areia a catar o lixo que encontram em volta, premiando aqueles que aparecerem com o saco mais cheio. Ou colocar voluntários para fazer uma pequena limpeza durante o dia, motivando as pessoas a levarem um saco plástico para guardar o seu lixo. Ou fazer passeatas, stands de informação, colocar placas e lixeiras perto do calcadão… Qualquer iniciativa é válida, o que não pode é deixar de lado.

A grande consequência do lixo nas águas é a formação de grandes depósitos de lixo no oceano, e em praias desertas. Veja as matérias: “Lixão do Pacífico” e “Um oceano de plástico“.

Esse vídeo é uma campanha da ONG Keep California Beautiful para não jogar lixo nas praias, apesar do refrão “Let’s trash the beach” (Vamos sujar as praias). No final, a frase “Actually, let’s not” significa: Na verdade, não vamos- sujar as praias.

Pesquisas sobre o assunto podem ser feitas no site Ambiente Brasil.

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Manisfesto do Conserto

14 de janeiro de 2010


1. Faça seus produtos durarem mais!
Consertar significa ter a oportunidade de dar a seu produto uma segunda vida. Não descarte, costure! Não jogue fora, emende! Consertar não é ser anti-consumismo. É evitar que coisas sejam descartadas sem necessidade.

2. Pense em projetar coisas que possam ser consertadas.
Designers de produtos: façam seus produtos consertáveis. Compartilhem informações claras e inteligíveis sobre maneiras de reparar o seu produto. Consumidores: comprem objetos que possam ser consertados ou então reflitam porque eles não existem. Sejam críticos e inquisitivos.

3. Consertar não é substituir.
Substituir é jogar fora a parte quebrada. Esse não é o tipo de reparo que estamos falando aqui.

4. Fazer o produto mais robusto não vai matar você.
Cada vez que consertamos alguma coisa, nós acrescentamos a ela potencial, história, alma e beleza.

5. Consertar é um desafio criativo.
Fazer consertos é bom para a imaginação. Usando novas técnicas, ferramentas e materiais proporcionamos um destino melhor do que o simples fim.

6. Conserto sobrevive à moda.
Consertar não é sobre estilos e tendências. Não existe data de validade para produtos consertáveis.

7. Consertar é descobrir.
Consertar objetos pode fazer você aprender coisas incríveis sobre como eles realmente funcionam. Ou não funcionam.

8. Consertar – mesmo em tempos de fartura!
Se você pensa que esse manifesto é por causa da recessão, esqueça. Isso não é sobre dinheiro, é sobre mentalidade.

9. Coisas consertadas são únicas.
Mesmo se parecerem originais depois de reparadas.

10. Consertar é ser independente.
Não seja escravo da tecnologia – seja seu mestre. Se quebrou, conserte e faça melhor. Se você não é mestre, valorize quem o é.

11. Você pode consertar tudo, mesmo uma sacola plástica.
Mas nós recomendamos sacolas que durem mais e que sejam reparadas quando for necessário.

Pare de reciclar. Comece a consertar.

Criado pelo Plataforma 1. Via Ligia Fascioni

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Ateliê do Lixo

14 de janeiro de 2010

No blog do Ateliê do Lixo você encontra diversas idéias de reaproveitamento de materiais como pneus, garrafas PET, latas de alumínio, filtros de café, sacolas plásticas, bacias, embalagens e muito mais. Confira algumas idéias:


Luminária feita de filme plástico, bacia de alumínio e tinta spray.

Luminária feita de cortina de banheiro, plástico transparente, pratos de plástico.

Luminária feita de sacolas plásticas, tela de viveiro e ferro de obra (para a estrutura). A técnica é a do “amarradinho”: as tiras de plástico são amarradas na tela de arame.


Poltrona feita com pneu, madeira reaproveitada, zinco, cabo de aço, rodízios e tinta esmalte.

As peças são projetadas pela Designer Usha Velasco, de Brasília, e ela dá cursos e workshops.

Via Ligia Fascioni

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Jóias com sobras de Lápis

14 de janeiro de 2010

Jóias feitas de sobra de lápis pela Maria Cristina Bellucci.

Via Amenidades do Design

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Cartão de Visitas de Tetrapack

14 de janeiro de 2010

A empresa Tátil Design criou um cartão super criativo aproveitando as embalagens de Tetrapack. Simplesmente adorei a idéia!

Via Ligia Fascioni

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Papel Semente

14 de janeiro de 2010

Quantas vezes recebemos convites, propagandas e embalagens que depois vai pro lixo sem utilidade alguma? Com o papel semente, você pode dar um fim melhor ao papel. É só picar, colocar um pouco de terra por cima, e regar. Depois de uns 20 dias, a plantinha vai crescer como outra qualquer.

Para ver mais informações sobre o Papel Semente, acesse o site.

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Fracasso em Copenhague

23 de dezembro de 2009

Era de se esperar, mas milhões de pessoas não perderam as esperanças até os últimos minutos do fim da Conferência do Clima, no sábado, dia 19 de dezembro, sediada em Copenhague. A grande oportunidade de estabelecer um acordo global antes que seja tarde demais para reverter o quadro das mudanças climáticas no planeta pode ter ido pelos ares. Representantes de 193 países debateram o assunto durante 12 dias, concordaram que é preciso fazer algo, porém nenhum acordo foi estabelecido.

O objetivo do COP-15 era desenvolver novas metas, uma extensão para o Protocolo de Kyoto que expira em 2012. A proposta de ONGs e do IPCC era de redução de gases do efeito estufa emitidos por países industrializados entre 25% e 40% até 2020, e de 80% a 95% até 2050. Alguns representantes de Ilhas, como das Maldivas e de Tuvalu alertaram o limite de um aumento máximo de 1,5ºC, caso contrário podem desaparecer do mapa.

Mas a maioria dos países industrializados não queria se comprometer se Estados Unidos, China, e países emergentes não anunciassem uma boa proposta de redução. A melhor explicação para isso, é que boa parte deles acham que estabelecendo metas de redução, serão obrigados diminuir o ritmo de desenvolvimento do país. Poucos são os que estão cientes que ao estabelecer metas reais, são obrigados a investir em novas tecnologias como as energias renováveis, o que no futuro só vai gerar benefícios para o país.

Em entrevista ao Globo News, o ministro do meio ambiente Carlos Minc, criticou a organização dinamarquesa, e se mostrou frustrado pelo desfecho da Conferência, afirmando este ser um dos dias mais tristes de sua vida. Minc também criticou a atuação de Obama que apareceu na sexta-feira e deu um discurso frustrante. Segundo ele, o presidente dos Estados Unidos poderia ter sido um dos principais motivos pelo desastre de Copenhague, mesmo reconhecendo que ele “talvez não pudesse estabelecer um acordo pois estava com o pé amarrado ao Senado americano que é muito conservador”.

“O que ele falou não está à altura da expectativa da população do planeta”, lamentou o Ministro. Obama em seu discurso afirmou que “a questão é se vamos seguir em frente juntos ou nos dividirmos”, e que “esse não é o acordo perfeito e nenhum país vai conseguir tudo o que quer.” O Presidente dos Estados Unidos também afirmou que o acordo só teria credibilidade se fosse incluído maneiras de medir as metas de controle das emissões e que deveria haver transparência.

Já o Presidente Lula, deu um belo discurso na sexta-feira e mostrou sua preocupação em chegar a um consenso e estabelecer um acordo real de redução das emissões. Lula afirmou que compreende que os países ricos “não serão os salvadores dos países em desenvolvimento” e que o aquecimento global pode atrapalhar o desenvolvimento do Brasil. “Passamos um século sem crescer enquanto outros cresciam muito. Agora que nós começamos a crescer, não é justo que voltemos a fazer sacrifício.”

Lula

Segundo Lula, o problema para que os países cheguem ao acordo não é apenas o dinheiro, mas a disposição política. O presidente afirmou que os países estão “barganhando” na conferência da ONU. “Quando pensarmos no dinheiro, não pensemos que estamos fazendo um favor, que estamos dando uma esmola. Porque o dinheiro que vai ser colocado na mesa é o pagamento das emissões de gases de efeito estufa de dois séculos de quem teve o privilégio de se industrializar primeiro”, disse.

Dirigindo-se ao presidente da COP 15, Lars Lokke Rasmussen, e ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, Lula afirmou: “adoraria sair com o documento mais perfeito do mundo. Mas se não conseguimos fazer até agora esse documento, não sei se algum sábio ou anjo descerá nesse plenário e conseguirá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora”.

Lula chegou a comentar que o Brasil estaria disposto a contribuir para o Fundo Internacional de financiamento de medidas de adaptação e redução de emissão nos países pobres, se fosse necessário. Isso surpreendeu os ouvintes dentro do Bella Center, que o aplaudiram 4 vezes durante o discurso que durou 10 minutos. Veja a baixo:

Por fim, o maior encontro diplomático dos últimos tempos acabou em fracasso na capital dinamarquesa. Nenhum acordo foi feito. O resultado de semanas de trabalho resultou em um documento de 2 páginas e meia que nem sequer cita metas de redução. Para baixar o “Acordo de Copenhague”, clique aqui.

Os EUA anunciaram que entrariam com US$ 3,6 bilhões; o Japão, com US$ 11 bilhões; a União Européia, com US$ 10,6 bilhões. Os US$ 4,8 bilhões que faltam precisam ser financiados por alguém. Entre 2013 e 2020, o aporte seria elevado para US$ 100 bilhões por ano.

“A cidade de Copenhague é cenário de um crime esta noite, com os culpados correndo para o aeroporto. Não há metas para cortes de carbono e não há acordo sobre um tratado com valor legal. Parece que há poucos políticos neste mundo capazes de enxergar além do horizonte de seus próprios interesses, muito menos de se importar com as milhões de pessoas que estão intimidadas pela ameaça da mudança climática.”
John Sauven, Greenpeace britânico

Se nosso futuro dependeu desses 12 dias em Copenhague? Pode se dizer que sim. Um acordo entre os representantes dos 193 países que os fizessem voltar para casa com um único pensamento de preservar não só o planeta, mas a humanidade, poderia ser a nossa salvação. Em vez disso, um documento sem valor legal algum, sem metas, sem mecanismos de controle, nada.

E além desse desastre, foi ouvir o discurso da ministra Dilma Rousseff que cometeu gafes terríveis em Copenhague: ela disse que “o meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável e isso significa que é uma ameaça para o futuro do nosso planeta e dos nossos países”. A máscara verde da candidata caiu, e espero que os brasileiros tenham consciência na hora de escolher um novo representante no ano que vem. Carlos Minc afirmou que as metas propostas na Conferencia não vão ser deixadas pra trás devido à inexistência de um acordo. Muito bom ouvir isso do nosso ministro de meio ambiente, mas ainda assim, será necessário o apoio dos próximos presidentes do Brasil.

Eu, como cidadã, quero agradecer à todos os ativistas que foram à Copenhague, pelo árduo trabalho de protestar e arriscar suas vidas em grandes manifestações, tudo por um acordo descente para o planeta. Também quero elogiar o empenho do presidente Lula, que sinceramente me surpreendeu, e agradecer à sua determinação em Copenhague, que certamente motivou outros países que estão na mesma situação que o Brasil. E também ao Ministro Carlos Minc, que com certeza marcou sua presença e influenciou positivamente toda a equipe brasileira que compareceu na Conferência do Clima.

Confesso que fiquei extremamente chateada com esse resultado, mas como a esperança é a última que morre, nós ficamos na expectativa que em dezembro de 2010, no México, apareça o tal “anjo ou sábio” mencionado por Lula para colocar a inteligência que faltou na cabecinha de todos os líderes mundiais.

Enquanto esse dia não chega, evoluímos…

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Lixão do Pacífico

10 de dezembro de 2009

Achei esse vídeo da reportagem do Fantástico sobre a enorme camada de lixo que flutua pelo Oceano Pacífico. Estima-se a existência de 1,6mil quilômetros da costa entre a Califórnia e o Havaí – o equivalente a uma área maior que a soma de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

No site do Greenpeace você encontra – em inglês – um infográfico do trajeto do lixo pelo Pacífico.

Praia do Hawai

Leia a última matéria sobre o Oceano de Plástico no Pacífico baseada no email que anda circulando por aí.

Outros problemas que podem afetar os Oceanos por causa da interferência humana são:

(Retirado do site Planeta Sustentável)

Acidificação das águas – A produção desenfreada de dióxido de carbono (CO2), o gás do efeito estufa produzido pela queima de combustíveis fósseis, faz com que os oceanos hoje absorvam uma quantidade dez vezes maior da substância do que há 100 anos. O CO2 eleva a acidez das águas, o que ameaça a sobrevivência de diversas espécies de peixes e mamíferos.

Surgimento de zonas mortas – O esgoto doméstico, os dejetos de gado e o lixo industrial despejados nos oceanos promovem a proliferação de algas. Em excesso, elas ameaçam todas as outras formas de vida porque, quando morrem, são degradadas por bactérias num processo que consome grande parte do oxigênio da água. O resultado é o surgimento das zonas mortas, inóspitas à maioria das espécies. Há cinqüenta anos, havia três zonas mortas no mundo. Hoje, são 150.

Desaparecimento de mamíferos – A presença de mamíferos marinhos é um indicador bastante preciso da qualidade dos oceanos. Alterações no ciclo de vida desses animais alertam para desequilíbrios em seu ambiente. Na última década, milhares de golfinhos e leões-marinhos morreram por envenenamento ao comer peixes menores, que se alimentam de algas tóxicas, contaminadas por resíduos químicos.

Marés vermelhas freqüentes – Chama-se de maré vermelha a concentração de algas tóxicas em águas litorâneas. Há uma década, no Golfo do México, ela ocorria uma vez a cada dez anos. Atualmente, acontece todos os anos. Causa a morte de cardumes e pode provocar nas pessoas reações alérgicas e dificuldade para respirar. O fenômeno se deve à destruição dos manguezais e pântanos e à poluição decorrente da ocupação humana nas regiões costeiras.

Destruição do assoalho marinho – A poluição decorrente de vazamentos em petroleiros destrói o habitat das espécies que vivem próximo à superfície oceânica. Mas o assoalho marinho também sofre com a contaminação ao redor das plataformas de perfuração e extração de petróleo. O nível de hidrocarbonetos no solo marinho se mantém excepcionalmente alto numa área de 8 quilômetros em volta das plataformas de extração. Em algumas regiões do Mar do Norte, a área poluída cobre mais de 100 quilômetros quadrados do assoalho marinho.

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Notícias de Copenhague

10 de dezembro de 2009

COP15Começou a conferência mais esperada do ano! E diante de tantas especulações lá em Copenhague, nós que ficamos por aqui só assistindo pela telinha, só nos resta ter esperanças de que um acordo irá surgir após esses 12 dias de reuniões. Abaixo alguns textos, entrevistas e informações sobre o COP-15.

“Esperança ou Decepção em Copenhague?”

Na cobertura da Conferência do Clima, Paulo Moutinho diz:

“Aparentemente, a falsa ideia de que não será possível crescer economicamente no futuro a não ser através do atual modelo carbono (fóssil) intensivo ainda é arraigada nos governantes. Assume-se que, para crescer, muito óleo terá que ser ainda queimado. Desconsidera-se totalmente o fato de que um crescimento econômico futuro vigoroso num mundo aquecido, se dará em países que tomarem as decisões certas hoje: conservação de florestas (grandes armazéns de carbono e biodiversidade), desenvolvimento tecnológico de energias limpas e renováveis, uma indústria e agricultura sustentáveis e ambientalmente amigáveis e um destino mais nobre ao petróleo. Esquecem-se ainda que decisões em favor da conservação das florestas brasileiras, da redução do desmatamento, combinado com a redução de emissões de outros setores (transporte e energia) representa um tipo de poupança ou investimento de longo prazo.” [ Leia mais aqui ]

Em entrevista para a Revista Época, Al Gore falou: “As metas hoje discutidas por todas as nações estão mais baixas do que deveriam. Mas o processo de mudança, uma vez iniciado, não para” e que o presidente Lula teve papel fundamental para incentivar outros países emergentes a propor planos voluntários de redução nas emissões de poluentes. [ Leia mais aqui ]

Outros acreditam que não haverá nenhum acordo este ano.

Como disse Bueno de Mesquita conhecido por acertar 90% de suas previsões: “O ser humano só pensa no curto prazo. Somos incapazes de fazer concessões que reduzam nosso conforto em nome do benefício das gerações futuras.”

“Nas democracias, a satisfação dos interesses imediatos da população é a precondição para a reeleição dos governantes, “e o objetivo número um de todo político é a sobrevivência política”. Daí, a pouca disposição dos eleitores dos países ricos em alterar seu estilo de vida gastador de energia (e poluidor) se reflete diretamente na posição de seus representantes em Copenhague. Os acenos, os sorrisos e as palavras de esperança dos líderes dos Estados Unidos, da União Europeia, do Japão, do Canadá e da Austrália escondem a impossibilidade de assumir compromissos duros na redução de poluentes. “Um acordo restritivo impõe custos econômicos pouco toleráveis num mercado em expansão e intoleráveis com as economias em crise.” [ Leia mais aqui ]

Manifestações ao redor do mundo

Ativistas do Greenpeace no Coliseu

Ativistas do Greenpeace escalaram o Coliseu de Roma na quarta-feira (dia 9) para exibir um cartaz pedindo a realização de um acordo em Copenhague. O prefeito da capital italiana disse que o protesto foi “espetacular e significativo”, e acrescentou que “cria um clima positivo perante a cúpula de Copenhague, que não pode incluir só quem participa, Governos e instituições, mas tem que estar acompanhada também do consenso da opinião pública”. [ Leia mais aqui ]

Veja mais fotos de manifestações à favor da Conferência. [ Veja aqui ]

Líderes de estado no futuro

Lula

Cartazes dos principais chefes de estado no futuro foram espalhados no Aeroporto de Copenhague com a mensagem: “Desculpe, nós poderíamos ter impedido mudanças climáticas catastróficas… mas não impedimos”. Outros tinham as imagens de Barack Obama (EUA), Dmitry Medvedev (Rússia), Angela Merkel (Alemanha), Nicolas Sarkozy (França), Gordon Brown (Inglaterra), Donald Tusk (Polônia), Jose Luis Rodriguez Zapatero (Espanha), Stephen Harper (Canada). [ Veja as fotos aqui ]

Infográficos

Emissões do BrasilNo site do G1 você encontra dois infográficos bacanas. Um, sobre as variações de emissões de gases do efeito estufa em relação à 1999 em diversos países. No Brasil, houve um aumento de 62%, e o anúncio de corte corresponde a +21% em relação à 1990 e -25% em relação à 2005.

O outro, é sobre os possíveis efeitos das mudanças climáticas na agricultura e florestas, nos recursos hídricos, na saúde humana e na indústria e moradia. As alterações podem ser dias mais quentes, ondas de calor, tempestades e secas mais frequentes, e aumento do nível do mar.

Mais informações

No blog do Greenpeace você acompanha dia-a-dia as novidades da Conferência.

Veja as propostas do Greenpeace para cada um dos temas: visão compartilhada, redução de emissões, adaptação, financiamento e transferência de tecnologia.

Página Oficial do COP-15 (em inglês)

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Compre Sustentável

9 de dezembro de 2009

mini vaso seringueiraO Grupo Eco lançou recentemente uma Loja Virtual para venda de artesanatos feitos por comunidades do Piauí e do Pará. Comprando um produto, você doa 5% do valor do produto para entidades como a WWF Brasil e a APAE de São Paulo. É o Marketing Relacionado à Causa que visa incentivar o artesanato sustentável, gerando emprego, inclusão social e maior qualidade de vida às comunidades brasileiras.

O endereço é: www.compresustentavel.com.br

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Infográfico – Planeta em Perigo

7 de dezembro de 2009

Infográfico com informações básicas sobre as mudanças climáticas. Conheça os principais gases do efeito estufa e o cenário futuro do nosso planeta caso a temperatura aumente 2 graus Celsius.

Planeta em Perigo

Planeta em Perigo

Para ver o infográfico, clique aqui.

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Educação Ambiental – 5 ações

26 de novembro de 2009

Excelente vídeo produzido pelo André Araújo de Londrina, PR, a fim de alertar os problemas ambientais orientando as pessoas a seguirem 5 ações para a preservação do meio ambiente.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=Lfqv62K-Bxs

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Passe um dia sem carne

6 de novembro de 2009

Você ficaria um dia na semana sem comer carne?

A Campanha “Segunda sem carne” criada pela Sociedade Vegetariana Brasileira com o apoio da Prefeitura de São Paulo, tem o objetivo de estimular a diminuição do consumo para o bem da saúde da população e do planeta.

Com a redução do consumo, consegue-se diminuir o desperdício de água, o desmatamento, a desertificação, a extinção de espécies, a destruição de habitats e até de biomas inteiros. A atividade pecuária é responsável pela emissão de 17% dos gases do efeito estuda no planeta.

“Hoje se mata, em cerca de 15 dias, o mesmo número de animais que eram abatidos em um ano na década de 1950 – dados da FAO. Esses animais levam uma vida de sofrimento, medo e privação. Muitos ficam confinados em lugares minúsculos, sem poder nem sequer mover a cabeça. Os métodos de criação e abate são cruéis.”

“Uma dieta sem carne favorece a prevenção de doenças crônicas degenerativas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, colesterol elevado, diversos tipos de câncer e diabetes, segundo a Associação Dietética Americana.”

Dia sem carne

No site da Campanha você encontra Receitas que incentivam o consumo de verduras, legumes, feijões, frutas e cereais. Esses alimentos em conjunto podem fornecer de 55% a 75% do total de energia diária da alimentação. Você também pode ver a lista de Restaurantes em São Paulo que oferecem cardápios vegetarianos.

As informações foram retiradas da matéria que saiu na Revista Galileu, de Novembro de 2009. Você pode ler a matéria completa aqui.

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Energia Solar em São Paulo

31 de outubro de 2009

E se toda São Paulo adotasse a captação de energia solar?

Confira a reportagem de Natália Garcia no site da Casa:

“Os números impressionam. Cerca de 80% da conta de luz paga hoje pela população média em São Paulo corresponde a gastos com aquecimento de água. Se metade da cidade passasse a utilizar coletores de energia solar como alternativa, teríamos uma economia de cerca de R$ 8 bilhões, além da redução de mais de 300 mil toneladas de gás carbônico por ano na atmosfera – seriam necessários 435 milhões de metros quadrados de floresta para se ter o mesmo efeito. Além disso, seriam gerados, pelo menos, 30 mil novos empregos.

Por que, então, a energia solar não é implantada em toda a cidade? O maior impedimento é o investimento inicial, que gira em torno de R$ 2 a 4 mil para uma família média. Uma saída pode ser a construção do Aquecedor Solar de Baixo Custo, implantado no Espaço Alana, que custa em torno de R$ 350 e dá conta de uma casa com até seis pessoas, mas ainda foi pouco difundido.”

Veja as respostas dos especialistas: o coordenador do Cidades Solares Carlos Faria, o ilustrador Maurício Negro, o vereador de São Paulo pelo PTB e autor da Lei 317/01 (que obriga o uso da energia solar pela iniciativa privada em São Paulo) Paulo Frange e o coordenador do Espaço Alana Raimundo Nonato. Veja os vídeos no site da Casa.

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Fórum EcoTech, Sustentabilidade na Construção

30 de outubro de 2009

O Fórum EcoTech é o maior evento relacionado à Construção Sustentável no Brasil, realizado pela AEA (Academia de Engenharia e Arquitetura) com o objetivo de reunir os maiores especialistas da área para promover debates sobre os desafios da aplicação da Sustentabilidade na Arquitetura e Construção de Edifícios.

Já neste ano, foram realizados 3 eventos em São Paulo, Salvador e Belo Horizonte. Os próximos serão no Rio de Janeiro no dia 13 de novembro, em Curitiba dia 11 de dezembro, e em Porto Alegre dia 24 de Fevereiro de 2010.

Os principais temas do evento são:
• Arquitetura sustentável
• Eficiência energética dos edifícios
• Políticas públicas e incentivos
• Certificação e regulamentação
• Tecnologias construtivas
• Sistemas e equipamentos
• Tendências internacionais
• Casos de sucesso

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Veja mais sobre o evento, os valores, palestrantes, local e data aqui:
http://www.aeacursos.com.br/ecotech/2009/rio_de_janeiro.asp

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24 de Outubro, Copacabana

25 de outubro de 2009

O dia não poderia ter sido mais lindo. Praia de copacabana, céu azul, sol forte, e uma mensagem importantíssima transmitida em 180 países do mundo: tomar uma atitude agora para garantir um futuro de qualidade amanhã.

No site da ONG 350, você vai ver fotos de ações magníficas nos quatro cantos do mundo, mostrando que as pessoas estão preocupadas, e estão se unindo em busca de soluções.

Eu fiz questão de ir até a Praia de Copacabana neste sábado e registrar as ações da ONG na coleta de assinaturas e mais que isso, a divulgação do alerta para conscientizar a população.

praia 001

praia 005

Ah! E ganhei a camisa das meninas da ONG Tic Tac Tic Tac. :)

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24 de Outubro, Dia da Ação Climática

23 de outubro de 2009

Amanhã é o Dia da Ação Climática, um apelo mundial pela atenção da população e dos governantes a fim de buscar soluções para a crise climática. Organizada principalmente pela ONG 350, tem o objetivo de unir pessoas do mundo todo em ações locais neste sábado para que juntos mobilizem mais pessoas para esta campanha.

Por que 350? O número 350 são as partes por milhão que os cientistas identificaram como o limite máximo de segurança para o nível de CO2 na nossa atmosfera. Mais que isso, 350 representa um símbolo do caminho que precisamos trilhar para buscar um futuro melhor para o nosso planeta.

Há cerca de 300 anos atrás, a nossa atmosfera tinha apenas 275 ppm (partes por milhão) de dióxido de carbono. Era o suficiente para manter o planeta aquecido para que houvesse vida na Terra. Ao longo dos anos, os humanos começaram a queimar carvão e petróleo para produzir bens e energia. Além disso, atividades cotidianas como andar de carro, avião, ver TV, cozinhar, acender as luzes, consome energia e combustível que emite CO2 para a atmosfera. No Brasil, as principais atividades que mais geram emissão de CO2 são as queimadas e derrubadas de árvores na Floresta Amazônica.

Atualmente, o nível de CO2 na atmosfera é de 389 partes por milhão. O que significa “partes por milhão”? A concentração de CO2 é medida dessa forma pois significa a proporção do número de moléculas de dióxido de carbono para cada milhão de outras moléculas na atmosfera. 389 ppm pode parecer uma quantidade pequena, mas a nossa atmosfera tem um equilíbrio tão sensível que uma pequena modificação nestas concentrações pode perturbar todo o planeta.

Os impactos das mudanças climáticas já estão acontecendo. Alguns citados pela ONG 350, são:

  • O nível da água do mar está subindo – o que pode ameaçar casas de centenas de milhares de pessoas no mundo todo.
  • As geleiras estão derretendo rapidamente – e os glaciares são a única fonte de água potável para milhares de pessoas.
  • Os oceanos estão se acidificando – quanto mais quentes e ácidos, menos a chance de sobrevivência dos recifes de coral.
  • Os mosquitos estão se espalhando – estão aparecendo em novos lugares e aumenta a chance de mais casos de malária e dengue.
  • Os furacões e secas estão mais severos – e tornando-se mais freqüentes e imprevisíveis.

albedo

A hora de mudar é agora. E como eu seempre falo, existe a tal história do “ponto sem volta”. Isso significa se continuarmos a poluir, podemos chegar a uma época em que não poderemos fazer mais nada para voltar atrás. E aí as consequências serão arrasadoras. Isso tudo acontece devido aos ciclos viciosos, isso é, a medida que o gelo do Ártico derrete, haverá mais áreas escuras do mar, o que absorve mais luz do sol, e conseqüentemente a água do oceano fica mais quente, o que vai derreter mais ainda as geleiras.

Existe um consenso entre vários cientistas do mundo de que chegar aos 350ppm é essencial para um futuro mais estável. E chegar à esse nível não vai ser fácil. É necessário que todos os países do mundo – incluindo os governantes e a população -estabeleçam metas e cumpram sua parte do acordo.

“Se a humanidade deseja preservar um planeta semelhante àquele em que a civilização se desenvolveu e ao qual a vida na Terra está adaptada, as evidências paleoclimáticas e as alterações climáticas em curso sugerem que o CO2 precisará de baixar das atuais 385 ppm para um máximo de 350 ppm.”

– Dr. James Hansen, NASA

nivel de co2

As soluções são simples mas complicadas de colocar em prática. Alguma delas propostas pela 350 são:

- Parar com o carvão – A principal forma de reduzir emissões rapidamente e voltar às 350 ppm é parar de queimar o poluente carvão o mais depressa possível. Sem carvão, temos de encontrar um modo barato de produzir energia renovável e acessível em larga escala de forma a garantir a todas as comunidades o direito de se desenvolverem de um modo sustentável.

- Diminuir o uso de todos os combustíveis fósseis – Temos de reduzir drasticamente
o uso de todos os outros tipos de combustíveis fósseis, como o petróleo, areias asfálticas e gás natural o mais depressa possível.

- Melhorar o uso da terra – Ao mesmo tempo, temos de reduzir o desmatamento e melhorar a conservação do solo para permitir que os nossos sistemas naturais que
absorvem o CO2, chamados “sumidouros”, que absorvam algum do carbono em excesso na atmosfera.

soluções

Já são mais de 4800 ações em 179 países! São mais de 123 ações cadastradas no Brasil para este sábado!

Para encontrar uma Ação já cadastrada, clique aqui, selecione Brasil e digite o nome da sua cidade. Se não existe nenhum evento cadastrado, melhor ainda. Sua iniciativa pode valer muito. Contate seus amigos, crie cartazes escrito 350, promova uma caminhada pelos pontos turísticos da sua cidade, faça aglomerações para chamar a atenção da população, participe de feiras orgânicas, deixe o carro em casa e vá de bicicleta, vá à praia com a sua família, colete o lixo que encontra na areia e no mar, converse com as pessoas; faça alguma coisa.

Se você não quiser sair de casa, escreva no seu blog, deixe uma mensagem no seu Orkut, Twitter, MSN… Seja lá onde for, divulgue para seus amigos e familiares a importância de tomarmos uma atitude pelo futuro climático do planeta.

Veja o vídeo da campanha:

Veja mais idéias aqui. Veja os 9 passos para organizar uma Ação aqui. Baixe o logo da Campanha aqui.

Veja em PDF a explicação de Por que 350 e das Soluções.

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