Posts com a Tag ‘Aquecimento Global’

Somos viciados em Petróleo?

04 de Janeiro de 2009 às 0:11

Jeremy RifkinSaiu na Veja de 24 de dezembro de 2008 uma entrevista com o economista americano Jeremy Rifkin, o consultor a quem os governantes de alguns dos principais países europeus recorrem quando o assunto é energia. Ele defende que a crise financeira, a energética e o aquecimento global estão interligadas, e não podem ter soluções separadas.

Rifkin acredita que esse momento em que países ricos estão declarando recessão é ideal para começar a investir em energias renováveis, e que se não acabarmos agora com o vício do petróleo, os danos vão ser muito piores.

“Está na hora de iniciarmos a revolução verde. Ela não pode ser adiada. É o impulso que pode fazer a economia global andar de novo”, diz ele. “Em breve, seremos 9 bilhões no planeta. Isso aumentará ainda mais a demanda por petróleo e carvão. Sem a revolução verde, vamos entrar numa roda-viva de turbulências.”

Em resposta a uma das perguntas, o economista critica o pensamento do primeiro ministro da Itália,  Silvio Berlusconi que diz que os custos para desenvolver novas energias e para combater o aquecimento global são excessivamente altos. Rifkin então responde:

“Com sua visão ultrapassada de mundo, Berlusconi desconhece que não enfrentamos uma crise qualquer. Estamos na passagem entre duas eras. Olhar para a velha economia e buscar soluções nos parâmetros tradicionais não vai funcionar. Pessoas retrógradas como ele podem levar a Europa e o planeta ao fundo do poço.”

Como convencer os governos e investidores a aplicar dinheiro numa mudança radical de matriz energética sem garantia de que ela será bem-sucedida? Jeremy explica que é necessário adotar duas estratégias: diminuir o desperdício dos combustíveis fósseis e das centrais nucleares com seus respectivos danos ambientais; e investir em energia renovável, no hidrogênio, nas construções verdes e em redes de distribuição de energia inteligentes. E ele alerta: “É preciso ter em mente que essa transição levará décadas. Pode durar todo o século XXI”

As energias renováveis estão disponíveis em todo lugar no planeta. Do país mais pobre ao mais rico, todo mundo tem em torno de si a energia de que precisa. O sol brilha, o vento sopra e temos calor embaixo dos pés, porque nosso planeta é quente. Temos lixo aos montes para queimar. A maioria da população mundial vive em áreas costeiras e tem a energia das ondas à disposição.”

Depois de citar os benefícios da energia renovável, ele acrescenta que com a tecnologia atual, as fontes renováveis não podem ultrapassar 20% do total da matriz energética, pois a produção não tem regularidade. “O sol e o vento variam conforme o dia. Como não há um sistema de armazenamento eficaz para os períodos de alta produção, a energia excedente entra na rede e provoca panes. Por enquanto, a única forma de estocar esse tipo de energia é armazenar o excesso em baterias. A maioria das baterias é feita de lítio, o que pode ser outro problema no futuro.”

Ele então explica que as baterias com essa substância são também a principal aposta da indústria automobilística para mover os carros elétricos, e que se não tomarmos cuidado, passaremos da dependência dos combustíveis fósseis para a dependência do lítio. As reservas de lítio, assim como as de petróleo, são limitadas e estão em poucos lugares do planeta. A maior parte delas está localizada nos Andes, principalmente no Chile.

O americano afirma que a Europa é a líder na corrida pelo novo cenário energético mundial. E que o melhor exemplo de como a energia verde funciona está na Alemanha.

Em oito anos, o país reduziu drasticamente sua dependência do petróleo. Metade da energia solar existente no mundo é produzida lá. O governo alemão não está temeroso diante da crise. O ministro dos Transportes da Alemanha acaba de anunciar incentivos à produção de carros elétricos que devem resultar na produção de 1 milhão de veículos desse tipo no país até 2020.”

Na entrevista feita pela jornalista Gabriela Carelli, o economista compara a crise atual com a Grande Depressão, que as duas possuem pontos em comum, mas que na década de 30 havia uma crise econômica. Hoje, o mundo sofre três crises simultâneas: a financeira, a energética e o aquecimento global.

Será que estamos diante da maior crise da história do planeta?

Leia a entrevista completa no site da Revista Veja.

Calculadora de CO2

24 de Julho de 2008 às 19:45

Já pensou em quantos kg de CO2 você libera todo dia?! E por ano?

Faça o cálculo da sua emissão de CO2 e veja sua parcela de culpa para o aumento do aquecimento global!

Os sites abaixo já dizem quantas árvores precisam ser plantadas para neutralizar suas emissões. Prefira plantar as árvores você mesmo se tiver um quintal, ou então peça para um um amigo ou parente que ceda um espaço do quintal da casa deles.

- Florestas do Futuro

- Inciativa Verde

- Carbono Zero

- Oksigeno (Mais Completo!)

Leia um artigo do site Carbono Zero de como é feito o cálculo de emissão de CO2 e árvores necessárias para neutralização: Clique aqui.

Uma verdade inconveniente

15 de Junho de 2008 às 20:08

Trailer de “Uma Verdade Incoveniente”, filme do ex-fururo presidente dos EUA, Al Gore. Obrigatório para todos os habitantes do planeta Terra!

Escurecimento Global

15 de Maio de 2008 às 17:44

Já tem tempo que queria fazer um post sobre esse tema, e hoje, assistindo a um documentário da Discovery Channel, decidi que já estava mais que na hora!

O escurecimento global é a diminuição da quantidade de radiação que chega à superfície terrestre que, paradoxalmente, pode significar que o aquecimento global é muito mais ameaçador do que se pensava.

Achei no YouTube as partes do documentário:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Estes artigos explicam o que é escurecimento global:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Escurecimento_global
http://www.carbonobrasil.com/news.htm?id=352750

SOS, Terra em perigo

12 de Maio de 2008 às 2:50

Cuidado, planeta Terra em perigo!

Ao acordar, encontro um dia muito quente. Fico pensando se a temperatura antigamente era mais fria. Voltando ao passado, lembrei-me que no ano 2000, minha cidade sentiu um frio imenso. Eu também estranhei aquele frio.

Saindo de casa, encontro uns amigos e pergunto à eles o que acham sobre o assunto. Todos eles concordam comigo! Depois de muito conversar, sinto que o sol está mais forte. Será que é o buraco de Ozônio?

Volto para casa, e como o calor continua muito forte, ligo o ar refrigerado. Penso na conta de luz que estará altíssima no fim deste mês, mas é preferível gastar luz do que sentir calor. Que dane-se a economia! Tenho que viver, pelo menos com um mínimo de conforto.

Pego o jornal, e fico assustada com uma matéria sobre o perigo que ameaça o Mundo.

“De acordo com os 1.500 cientistas que representam 150 países, no painel da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmam que nos próximos cem anos o efeito estufa, elevará a temperatura do nosso planeta em três graus centígrados em média; determinando um aumento no nível das águas dos mares em meio metro.

Isso será o suficiente para que trinta países localizados no Oceano Pacífico desapareçam. Cerca de 70% da população costeira que vivem hoje sentindo a brisa do mar, serão de alguma maneira atingidos.”

Como tenho uma casa próximo ao mar, fico apavorada. Mas lembro que tenho muita vida pela frente. Minha amiga pergunta: Se essa mudança de temperatura chegar antes do previsto?

Minha pele arrepiou. Serei atingida? O que poderei fazer para alertar o mundo desse perigo? Veio a idéia de escrever minha aflição para jornais e revistas. Mas eu não tenho condições para isso.

Assim escrevo para você leitor, que tenha consciência que nesse momento a 20 quilômetros de altura, sem que possamos ver a olho nu, uma grande rede de gases aumentando na atmosfera do nosso planeta, em uma quantidade que deixa nossos cientistas apavorados.

De acordo com relatório do painel da ONU de mudanças de clima, o atual nível de emissão de CO2, ou dióxido de carbono, causará profundas mudanças na temperatura no próximo século.

A queima de petróleo; carvão; queimadas de lixos tóxicos e incêndios florestais, produz cerca de 70 bilhões de carbono por ano.

O uso do cloro também é um dos agentes que mais polui o meio ambiente. Hoje piscinas não precisam mas serem tratadas com esse produto, que também prejudica a saúde humana.

Apenas 4 bilhões de carbono são utilizados pela natureza, que não dá conta dos outros 3 bilhões, que vão reforçando lentamente a couraça da nossa atmosfera. É essa couraça – armadura da atmosfera - que impede o calor dos raios solares que atingem o solo, saia da Terra.

Com o aumento do buraco de Ozônio, os raios solares estão trazendo doenças de pele. Antigamente podia ficar exposto ao sol por muito tempo. Hoje com meia hora já sentimos os efeitos dos raios solares.

Fico espantada com a decisão dos Estados Unidos que é o maior emissor de CO2 do mundo, e recusa-se a reduzir a quantidade de fumaça lançada na atmosfera, sem que os países em desenvolvimento - China, Brasil e Índia, principalmente - também o façam.

O relatório do Painel foi produzido ao fim de um século, afirmando que a temperatura se elevou 0,6º C, tendo sido o ano de 1998 o mais quente da história , onde as medições começaram no início de 1860.

Para uma parte da população cientifica o aumento dos desastres ambientais ( furacões, nevascas, enchentes, secas e ventanias) que vem causando transtornos pelo mundo provoca o efeito estufa.

Infelizmente o protocolo de Kyoto impedem esse compromisso aos países industrializados, que são historicamente os maiores e mais antigos poluidores do planeta. Aí mora o maior de todos impasses.

Acho que algo precisa ser feito urgentemente para o futuro das nossas gerações.

Uma das soluções seria a construção de um satélite de 2,5 quilômetros de diâmetro, funcionando como uma sombrinha que esfriaria nosso Planeta. Um americano sugere que navios de guerra, mas em vez de utilizar bombas em seus canhões, que seja usadas partículas que bloqueariam a luz do sol esfriando a Terra.

Ou em vez de partículas, 50 mil espelhos em orbita para desviar os raios solares. Essa idéia partiu de um cientista de 96 anos que quer salvar a Terra, o mesmo que há 47 anos foi um dos pais da bomba atômica que arrasou Nagasaki e Hiroshima – cidades japonesas.

Meus avôs nasceram nas cidades atingidas do Japão e participaram da 2ª guerra mundial. Minha avó faleceu sofrendo as conseqüências da radiação da bomba atômica. Meu avô fez exame de sangue e graças à Deus ele não tinha nenhum problema de câncer de pele, em relação a radiação.

As mudanças climáticas são certamente a maior ameaça que pesa sobre a espécie humana. Geleiras se dissolvem, plantações serão destruídas, o mar invade as praias e epidemia surgirão com muita freqüência. Nossa espécie está em perigo, juntamente com os animais e todas espécies terrenas.

Os corais que servem de abrigo para os peixes e crustáceos, estão morrendo por causa da mudança de temperatura. Sensíveis à mudança de temperatura, os microorganismos que dão cor aos recifes de coral estão desaparecendo. Um quarto dos corais do mundo já morreu, o resto deve desaparecer nos próximos 100 anos.

O ciclo da chuva sofrerá algumas alterações, prejudicando a agricultura e os países que dependem de energia hidroelétrica. Se não diminuir urgentemente a poluição, o mundo sofrerá as conseqüências.

Você leitor, poderá participar também nessa viagem, em busca de soluções. Vamos alertar com nossas vozes mantendo o nosso céu azul e estrelado. Precisamos acabar urgentemente com o mal do mundo.

Chega de poluição no mar, no solo e na atmosfera. Vamos salvar nossa Terra?

Escrito em 26/05/2001 pelo meu avô, com uma pequena participação minha. Minha jornada começou desde cedo.. :)

A Última Hora

13 de Abril de 2008 às 17:06

Alguém já viu o documentário feito pelo Leonardo DiCaprio? Acho que ouvi falar umas duas ou três vezes no ano passado, e depois nunca mais.

O filme lançado em Novembro de 2007, segue a mesma linha de Uma Verdade Inconveniente feito pelo “ex-futuro presidente” dos EUA, Al Gore.

Divulgação de dados decorrentes do impacto que provocamos sobre o planeta que comprovam as mudanças climáticas e o alarme de urgência que ainda há tempo para revertermos esse quadro.

Porém, “A Última Hora” (The 11th Hour) não teve tanta divulgação na mídia, ou então não fez tanto sucesso assim, pelo menos aqui no Brasil. Não sei nem como conseguir uma cópia - liguei agora para a minha locadora, e eles não tem. No site, você pode pedir uma cópia (já pedi a minha!) porém, não sei se eles mandam aqui pro Brasil.

Ao procurar sobre o documentário, achei interessante ler o comentário de Érico Borgo no site Omelete, que dizia que esse tipo de filme era inútil, já que quem paga para ver o filme no cinema, eram apenas aqueles que já têm consciência sobre o problema ambiental.

Pois eu discordo totalmente! Ano passado, assisti o filme Uma Verdade Inconveniente com os meus amigos no cinema, e eu percebi que têm pessoas que se importam com a questão ambiental, mas apenas não tem idéia do tamanho do problema que temos.

O filme serve para informar os dados que comprovam a gravidade do aquecimento global, e assim ajudar no processo de conscientização ambiental. A cena que presenciei no final do filme foi a de perplexidade total: meus amigos estavam debatendo entre si sobre os problemas e consequências das mudanças climáticas, e além disso, sobre a “lista de coisas que podemos fazer” que aparece no final do documentário. Por isso, posso dizer que esse filme teve sucesso em seu objetivo.

Outra coisa que Érico falou foi a falta de ousadia da distribuição. E em relação à isso eu concordo plenamente. Veja o último trecho da sua crítica sobre “A Última Hora”:

Há, portanto, uma falta de ousadia na distribuição. Se DiCaprio quer ajudar a mudar o mundo, como eu creio que ele queira, que divulgue o filme de graça e de maneira maciça, não apenas sob um link (na internet e em inglês) .

Maneira de “requisite uma exibição na sua cidade” (de qualquer maneira, faça isso!). Que autorize cópias, o coloque na internet, o mande para escolas, associações e governos. Que conscientize não apenas quem já recicla, compra produtos orgânicos, prefere o metrô e tem suas lâmpadas fluorescentes instaladas em toda a casa; mas quem realmente precisa ser informado. Afinal, o trabalho é impecável dentro das suas intenções e tem alcance quase universal, fora um ou outro detalhe mais técnico.” Érico Borgo, 18/10/07 - Omelete

Veja abaixo o trailer do documentário “A Última Hora” de Leonardo DiCaprio.

Earth Hour 2008

29 de Fevereiro de 2008 às 23:42

Agora o assunto é mais sério! A Earth Hour é mais uma gigantesca campanha da WWF internacional onde varios países, milhares de empresas e milhões de pessoas irão participar.

A Earth Hour começou em Sydney - Austrália em 2007. A idéia deu tão certo que a WWF em parceria com muitas grandes empresas (por exemplo Coca-cola, HSBC, McDonald’s) patrocinam e promovem a Earth Hour 2008.

Será dia 29 de Março das 20:00 às 21:00. Esta data está definida e está sendo divulgada desde ano passado.

Em combate as mudanças climáticas de nosso planeta, essa medida (manifesto) irá causar um impacto tão impressionante que apenas poderá ser calculado após a Earth Hour terminar.

2100 corporações participaram do movimento;
2.2 milhões de pessoas desligaram suas luzes;
10.2% de redução de energia na cidade. “

Veja os vídeos:

Site oficial: www.earthhour.org

Vídeo oficial: www.earthhour.org/about

Países participantes: http://www.earthhour.org/take-action/business-supporters (clique no país e veja as empresas cadastradas)

Greenpeace

19 de Janeiro de 2008 às 19:18

Site do Greenpeace

O site do Greepeace explica tudo sobre as mudanças climáticas, os impactos, as soluções, o que não é solução, e o que você pode fazer. Não deixe de ver a galeria de fotos que traz imagens retratando as situações de várias regiões do mundo.

Manaquiri (Amazonas)

Furacão Catarina no Sul do Brasil

Degelo na Groelândia

Barreirinha (Pará)

Veja também “Mudanças Climáticas- O Filme”

Durante meses, uma equipe do Greenpeace viajou por todo o Brasil, documentando os impactos das mudanças climáticas em diversas regiões. O resultado foi um filme com imagens impressionantes de seca, inundação e destruição, além de depoimentos emocionados de pessoas no Sul, na Amazônia e no Nordeste que sofreram, sofrem e podem sofrer ainda mais com essas alterações do clima.

O documentário traz também a opinião de cientistas sobre as causas do aquecimento global e o que o governo e a população podem fazer para barrar já os impactos das mudanças climáticas.

Fonte: Greenpeace

Tática n° 24: Convença um cético

15 de Janeiro de 2008 às 20:25
… “Na prática, a maioria dos céticos é formada por pessoas que você conhece bem e até mesmo seus próprios familiares. A boa nova é que é fácil dissuadi-los de suas objeções, conforme mostraremos aqui. Seja paciente, ouça com atenção para entender o ponto de vista deles e - acima de tudo - lembre-se que você está absolutamente certo.

Cético: Aquecimento global? Nem os cientistas chegaram a um acordo quando à existência disso ou de quais seriam as consequências.
Você: Quase todos os estudos e organizações científicas confiáveis concluem que a Terra está se aquecendo e que os elevados níveis de CO² afetam as temperaturas globais.
Cético: As tais “provas” são resultantes de programas de computador e projeções hipotéticas. Não há evidências no mundo real de uma mudança climática em andamento.
Você: Os cientistas meteorológicos têm mantido registros precisos da temperatura na superfície nos últimos 150 anos e essas informações mostram definitivamente que a Terra está ficando mais quente - uma conclusão colaborada pelos dados colhidos dos núcleos de gelo, satélites e balões-sonda.
Cético: Então como os lençóis de gelo da Antártica e da Groenlândia estão ficando maiores? Se existe esse tal de aquecimento flobal, esses lençóis estariam encolhendo.
Você: Na verdade, de um modo geral, os lençóis de gelo estão encolhendo. Na Groenlândia, há uma perda de mais de 200km³ de gelo por ano. A quantidade de gelo em determinadas áreas pode estar aumentando, mas isso porque o aquecimento global leva a um umedecimento e a precipitação extra congela e se transforma em gelo onde cai. O aspecto mais importante: o aquecimento global é uma mudança os padrões do clima ao longo de várias décadas, não um processo que se dá da noite para o dia.
Cético: Tudo bem, mas se o aquecimento global leva a invernos mais amenos, melhoras na agricultura e férias de verão mais longas, por que devemos combatê-lo? O fenômeno não parece algo ruim.
Você: Elevação do nível do mar, ciclones mais fortes e secas mais frequentes não parecem boas novas para mim. A preocupação real é com que velocidade acontece a mudança climática. Alterações rápidas não dão às espécies (inclusive ao Homo sapiens) o tempo de adaptação necessário e não estamos apenas levando a Terra às temperaturas mais altas de toda a história da humanidade - estamos na mudança climática mais acelerada de todos os tempos.
Cético: Mas o dióxido de carbono é um gás que ocorre naturalmente. O ser humano talvez não tenha nada a ver com o aumento.
Você: Também já ouvi essa alegação. Na verdade, li em um anúncio patrocinado por uma indústria petrolífera que dizia: “dióxido de carbono: eles chamam de poluição, nós chamamos de vida”. A cada ano, a queima de combustíveis fósseis resulta em mais de 24 bilhões de ton de emissões de CO² no mundo todo. Os níveis de CO² são mais altos hoje do que em qualquer outro momento nos últimos 650 mil anos.
Cético: Mesmo se o aquecimento global fosse real, não poderíamos detê-lo sem arruinar a economia e eliminar milhões de empregos.
Você: A reciclagem já consiste em uma indústria que movimenta US$50 bilhões ao ano e, em uma década, a energia solar deverá gerar US$69 bilhões ao ano. Há inúmeras oportunidades para ganhar dinheiro ao mesmo tempo em que se reduz a emissão de CO². A Revolução Industrial nos trouxe até aqui; não há razão para uma Revolução Ecológica não nos tirar dessa.

Fonte: Manual Live Earth de Sobrevivência ao Aquecimento Global. David de Rothschild. Páginas 54 e 55.

Sobrevivência ao Aquecimento Global

15 de Janeiro de 2008 às 19:30

Pra quem fica se perguntando o que fazer para combater o aquecimento global, esse livro foi feito sob medida para você. Algumas idéias loucas, sobre como adotar a vermi-compostagem, construir casa para morcegos, construir uma casa de palha, instalar um moinho, cavar um buraco para criar um sistema de calefação geotérmica, optar por um carro à fritura…; porém idéias simples que podem ser adotadas no nosso dia-a-dia como pagar suas contas online, separar seu lixo, escolher a sacola certa para fazer compras, dar carona, tomar banho junto, escolher o melhor combustível, captar água da chuva… enfim, são 77 táticas de como frear a mudança climática escritas por David de Rothschild, o manual Live Earth de Sobrevivência ao Aquecimento Global.

“A melhor maneira de sobreviver à mudança climática é impedi-la. Ajude a evitar o desastre do aquecimento global por meio de táticas essenciais e inovadoras, como comprar corretamente uma lâmpada, usar o lixo de modo criativo (por exemplo, como adubo) e se livrar da conta de luz. Além disso, se todo o resto falhar, você encontrará dez maneiras engenhosas de sobreviver em um planeta superaquecido. Aprenda a: superar a inércia política, captar energia do campo, usar um suéter corretamente, inspecionar seu lixo, convencer um cético, viajar pelo mundo em uma casa flutuante, obter sua própria fonte de água, socorrer uma geleira abandonada.”

Na Saraiva, está custando R$36 e na Siciliano, R$33,12.