“Ahh…o verão…”, já dizia aquele comercial que agora não me lembro do quê! Muito sol, praia, piscina, férias, noitadinhas.. xD todo mundo com a cara corada (menos eu..! agora não posso mais dizer que é por falta de tempo! hehe) Tudo ia ser 1001 maravilhas se não fosse a… chuva!
Chuvinha de vez em quando é ótimo (e necessária)! Chuvinha! E não o tipo de chuva que teve em Niterói nessa terça-feira! Não o tipo de chuva que alaga as ruas, e faz a cidade parar. Não o tipo que faz as pessoas se aglomerarem nas esquinas, ou obrigando-as a atravessar a rua com água nos tornozelos. Ou então que provoca engarrafamentos monstruosos e alaga casas, portarias e farmácias.
Só quem estava em Icaraí às 11h da manhã de terça viu como a Roberto Silveira ficou congestionada e como a Maris e Barros se parecia mais com um rio do que qualquer outra coisa similiar a uma rua.
(Tirei fotos de dentro do ônibus, que apesar de estar em VGA ficou boa. A pior cena não fotografei, que foi ver as pessoas na esquina de uma rua, aglomeradas num pedaço de calçada que a água ainda não tinha inundado, enquanto uma mulher atravessava a Roberto Silveira com água nos tornozelos. Detalhe que a chuva já tinha parado há pelo menos meia hora, quando eu tirei essas fotos. E só pra constar que não foi nem um pouco legal passar parte do meu aniversário vendo a minha cidade virar um caos total)
Avenida Roberto Silveira (Icaraí)
Em frente ao Campo de São Bento
Algo semelhante com a Rua Lopes Trovão
Uma farmácia que teve que colocar uma barreira de ferro
para impedir que a água da chuva entrasse na loja.
Isso é muito comum em grandes cidades onde a taxa de impermeabilização do solo é alta, devido ao asfalto e o cimento. Sem contar em outras regiões em que a água da chuva provoca desmoronamentos e desabriga centenas de famílias.
Desde 30 de Janeiro de 2004, foi aprovada uma lei na cidade do Rio de Janeiro que obriga os donos de terrenos acima de 500m² de área construída ou cobertura impermeável a deixarem, ao menos, 30% da área com piso drenante ou construir reservatórios temporários de água da chuva. Em São Paulo também tem uma lei semelhante a esta, com uma grande diferença em que inclui as construções antigas tornando o projeto mais significativo.
Com isso, as poderosas chuvas de verão provocam menos enxurradas, pois tem mais áreas permeáveis e reservatórios que não deixam a água escapar para as ruas.
Jorge Henrique Alves Prodanoff, pesquisador da Escola Politécnica da UFRJ, o ideal seria que em cada casa houvesse uma cisterna – com cerca de dois ou três mil litros para coletar e armazenar a água da chuva. O cidadão poderia, inclusive, ser beneficiado diretamente com uma redução no IPTU por um curto período de forma a amortizar os custos de instalação de um sistema de coleta de água da chuva, sugere o pesquisador. “Um sistema de coleta composto de dois reservatórios, estrutura de captação, bomba, filtro, canalização, válvulas gira em torno de 1.500 a 2.000 reais”, informa Prodanoff, e continua “a economia gerada pelo uso da água da chuva pode ser da ordem de 500 a 700 reais, variando de região para região e do preço da concessionária.”
“Para se ter uma idéia, a primeira meia polegada (12,5 milímetros) de chuva, chamada de impacto da carga de lavagem sobre a bacia urbana, tem qualidade comparável ao esgoto primário, ou até inferior.”
Consequências: poluição de rios e praias, queda da qualidade da água, riscos à vida marinha, entupimento de esgotos, erosão do solo, desmoronamentos, desabrigados, alagamentos de ruas e casas, entre outros problemas.
Quer saber o pior disso tudo? Aquecimento Global! Com o aumento da temperatura, as regiões Sul e Sudeste vão sofrer com mais chuvas e assim, mais chances de ocorrer inundações.
Veja a Lei do Rio de Janeiro http://www.recicloteca.org.br/agua/dec-Rio.htm
Fonte: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3¬icia=278

