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Revitalização de Rios e Lagos

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A principal causa da poluição de rios, lagos e lagoas é igual no mundo inteiro; o crescimento exponencial da população exige mais exploração dos recursos naturais acima da capacidade de recuperação natural do ecossistema. Quanto mais pessoas se acomodam numa cidade, mais água é consumida, mais esgoto é lançado, mais lixo é descartado, e mais indústrias aparecem. As cidades que não tem planejamento e estrutura para esse crescimento desordenado, acabam descuidando do meio ambiente, o que leva à desmatamentos, poluição do ar, ilhas de calor, engarrafamentos extensos, surgimento de lixões, proliferação de doenças, poluição das águas,  entre outros problemas.

As cidades privilegiadas com a presença de rios, lagos e lagoas em seu território, não sabem aproveitar o potencial desses corpos hídricos para a qualidade de vida da região. Pelo contrário, a maioria dessas cidades utiliza essas águas para despejo de esgoto, lixo e até de substâncias químicas. E a culpa nem sempre é do morador, pois quem devia apresentar uma solução viável para a população é a Prefeitura.

Um estudo da ONU apontou que entre os 500 maiores rios do mundo, mais da metade enfrenta sérios problemas de poluição. No Brasil, o maior problema é o Rio Tietê. Quando passa pela região metropolitana de São Paulo, ele recebe quase 400 toneladas de esgoto por dia e nele só sobrevivem organismos que não precisam de oxigênio pra sobreviver, como certas bactérias e fungos.

Mas o rio mais poluído do mundo fica na Indonésia, o Rio Citarum. Esse rio é vítima de descargas de cerca de 500 fábricas que não fazem tratamento químico específico e lançam as substâncias tóxicas no rio. E para “ajudar” a população deposita todos os tipos de detritos humanos.

O maior caso de sucesso de revitalização de um rio é o Rio Tâmisa, na Inglaterra. O rio foi considerado o mais sujo da Europa no século XIX, exalava mau cheiro e provocou surtos de cólera, mas começou a mudar na década de 60, quando um sistema de estações de tratamento removeu quase 100% dos esgotos lançados no rio, que hoje tem peixes vivendo em toda a sua extensão, e faz parte de passeios turísticos de Londres.

O maior problema da recuperação dos corpos hídricos no Brasil é que em vez de todo o esgoto passar por tratamento químico, os encanamentos utilizam sistema de separador absoluto, onde a água da chuva recolhida pelos bueiros corre numa tubulação (galeria pluvial) e o esgoto em outra. Dessa forma, não há tratamento do esgoto vindo da galeria pluvial que junto com ligações de esgoto clandestinas provocam a poluição do rio.

A solução para despoluir um corpo hídrico é acabar com todas as ligações clandestinas, e aplicar um sistema de tratamento ou instalar uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) para tratar todos os efluentes da cidade, e inclusive a água da chuva que é tão suja quanto o próprio esgoto, pois “lava” as ruas e carrega o lixo do chão. E é mais fácil despoluir um rio do que um lago e uma lagoa, porque um rio tem a capacidade de recuperação natural devido a sua vazão de água. Mas cada caso é um caso.

São três tipos de contaminação da água. A contaminação química, física e biológica. A contaminação química consiste em metais pesados, proveniente de indústrias, produtos sintéticos como adubos da agricultura e resíduos como fenóis e hidrocarbonetos, compostos do petróleo. A poluição física nada mais é que os sedimentos provenientes de lixo, esgotos, e outros resíduos. Os vírus, bactérias, vermes e protozoários correspondem à poluição biológica que pode causar diversas doenças como Cólera, Leptospirose, Hepatite, Varíola, Febre Amarela, Malária, Amebíase, Esquistossomose, Ascaridíase, entre outras.

Em alguns locais, a poluição é ocasionada pelo uso das águas dos corpos hídricos para irrigação da agricultura e atividades industriais, que devolvem a água impura, com resíduos químicos que reduzem a qualidade da água. Algumas cidades estão sofrendo a redução dos seus corpos hídricos

A poluição da água está presente no mundo todo. Estima-se que 80% dos rios da China estão de alguma forma degradados. Na foto, o Lago Chaoru é um dos mais poluídos do mundo, com o aspecto verde pelas algas marinhas que se multiplicam e são difíceis de controlar. Os Grandes Lagos da América do Norte, estão tão poluídas que 97% dos seus 8.000 km de margens são impróprias para banhos. Na África, metade da população não tem acesso à água 100% potável. Até as águas da bacia amazônica estão sendo contaminadas. Mais de 130 toneladas de mercúrio são despejadas todo ano nas águas do rio Tapajós pela mineração de ouro. O Brasil é campeão continental de poluição, superado apenas pelo Leste Europeu e pela China. São notórias as contaminações dos rios Tietê e Paraíba do Sul e das águas costeiras em torno de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Mais de um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água limpa e mais de 2,9 bilhões não têm acesso a serviços de saneamento básico, fatores que causam um aumento da taxa de mortalidade por doenças infecciosas. De fato, 85% das doenças humanas nos países pobres estão relacionados com a quantidade ou a qualidade da água.

A Terra levou alguns bilhões de anos para construir todo o ecossistema do nosso Planeta. E os humanos só precisaram de alguns séculos para destruir boa parte desses recursos naturais.

Não seja a maioria; proteja o meio ambiente!

Por Andrea Mieko
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A Lei das Chuvas

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

“Ahh…o verão…”, já dizia aquele comercial que agora não me lembro do quê! Muito sol, praia, piscina, férias, noitadinhas.. xD todo mundo com a cara corada (menos eu..! agora não posso mais dizer que é por falta de tempo! hehe) Tudo ia ser 1001 maravilhas se não fosse a… chuva!

Chuvinha de vez em quando é ótimo (e necessária)! Chuvinha! E não o tipo de chuva que teve em Niterói nessa terça-feira! Não o tipo de chuva que alaga as ruas, e faz a cidade parar. Não o tipo que faz as pessoas se aglomerarem nas esquinas, ou obrigando-as a atravessar a rua com água nos tornozelos. Ou então que provoca engarrafamentos monstruosos e alaga casas, portarias e farmácias.

Só quem estava em Icaraí às 11h da manhã de terça viu como a Roberto Silveira ficou congestionada e como a Maris e Barros se parecia mais com um rio do que qualquer outra coisa similiar a uma rua.

(Tirei fotos de dentro do ônibus, que apesar de estar em VGA ficou boa. A pior cena não fotografei, que foi ver as pessoas na esquina de uma rua, aglomeradas num pedaço de calçada que a água ainda não tinha inundado, enquanto uma mulher atravessava a Roberto Silveira com água nos tornozelos. Detalhe que a chuva já tinha parado há pelo menos meia hora, quando eu tirei essas fotos. E só pra constar que não foi nem um pouco legal passar parte do meu aniversário vendo a minha cidade virar um caos total)

Avenida Roberto Silveira (Icaraí)

Em frente ao Campo de São Bento

Algo semelhante com a Rua Lopes Trovão

Uma farmácia que teve que colocar uma barreira de ferro
para impedir que a água da chuva entrasse na loja.

Isso é muito comum em grandes cidades onde a taxa de impermeabilização do solo é alta, devido ao asfalto e o cimento. Sem contar em outras regiões em que a água da chuva provoca desmoronamentos e desabriga centenas de famílias.

Desde 30 de Janeiro de 2004, foi aprovada uma lei na cidade do Rio de Janeiro que obriga os donos de terrenos acima de 500m² de área construída ou cobertura impermeável a deixarem, ao menos, 30% da área com piso drenante ou construir reservatórios temporários de água da chuva. Em São Paulo também tem uma lei semelhante a esta, com uma grande diferença em que inclui as construções antigas tornando o projeto mais significativo.

Com isso, as poderosas chuvas de verão provocam menos enxurradas, pois tem mais áreas permeáveis e reservatórios que não deixam a água escapar para as ruas.

Jorge Henrique Alves Prodanoff, pesquisador da Escola Politécnica da UFRJ, o ideal seria que em cada casa houvesse uma cisterna – com cerca de dois ou três mil litros para coletar e armazenar a água da chuva. O cidadão poderia, inclusive, ser beneficiado diretamente com uma redução no IPTU por um curto período de forma a amortizar os custos de instalação de um sistema de coleta de água da chuva, sugere o pesquisador. “Um sistema de coleta composto de dois reservatórios, estrutura de captação, bomba, filtro, canalização, válvulas gira em torno de 1.500 a 2.000 reais”, informa Prodanoff, e continua “a economia gerada pelo uso da água da chuva pode ser da ordem de 500 a 700 reais, variando de região para região e do preço da concessionária.”

“Para se ter uma idéia, a primeira meia polegada (12,5 milímetros) de chuva, chamada de impacto da carga de lavagem sobre a bacia urbana, tem qualidade comparável ao esgoto primário, ou até inferior.”

Consequências: poluição de rios e praias, queda da qualidade da água, riscos à vida marinha, entupimento de esgotos, erosão do solo, desmoronamentos, desabrigados, alagamentos de ruas e casas, entre outros problemas.

Quer saber o pior disso tudo? Aquecimento Global! Com o aumento da temperatura, as regiões Sul e Sudeste vão sofrer com mais chuvas e assim, mais chances de ocorrer inundações.

Veja a Lei do Rio de Janeiro http://www.recicloteca.org.br/agua/dec-Rio.htm

Fonte: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3¬icia=278