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Meia Amazônia Não!

05 de Julho de 2008 às 19:40

Existe um projeto de lei que se for aprovado, será um golpe mortal para as florestas brasileiras, e em especial, a floresta amazônica. Isso porque autoriza a derrubada de 50% da vegetação nativa em propriedades privadas da Amazônia. De quebra, legaliza todos os desmatamentos, que nos últimos 40 anos, derrubaram cerca de 700mil quilômetros quadrados da área original da floresta - o equivalente a quase três estados de São Paulo. O desmatamento também desobriga os responsáveis pelo desmatamento de recuperarem o que derrubaram, permitindo que um desmatamento ocorrido no Pará, por exemplo, seja compensado com o plantio de árvores no Rio de Janeiro. Em resumo, o projeto condena vastas regiões do Brasil a serem livres de floresta, o que o levou a ser conhecido como “Projeto Floresta Zero”.

Os ruralistas defendem sua proposta alegando que o projeto incentivará a adesão dos fazendeiros à legislação brasileira e garantirá a sobrevivência de metade da biodiversidade amazônica. A primeira promessa, levando-se em conta o passado da atividade rural na região, é uma dúvida. A segunda é ilusão.  Na Amazônia, 50% é igual a zero.

A floresta amazônica é um recurso natural estratégico para o combate do aquecimento global. À medida que a floresta encolhe, diminui a chuva e a sua capacidade de reter água, condenando a mata a ficar cada vez mais seca e assim, vulnerável ao calor e fogo.

Além disso, a destruição da Amazônia pode reduzir a produtividade agrícola brasileira, provocando um grande impacto econômico e social no país. A chuva que é produzida na Amazônia é importante não apenas para a região. Ela ajuda na geração de energia, na produção de alimentos, e no abastecimento de água no centro, sul e sudeste brasileiro.

Ao invés de aumentar a proteção do meio ambiente e estabelecer metas para a redução do desmatamento, o Congresso Nacional estará dando as costas para a Amazônia e abrindo portas para mais destruição, agravando uma situação que já coloca o Brasil na incômoda posição de quarto maior poluidor do planeta.

O Greenpeace criou o site meiaamazonianao.org.br para divulgar o problema que esta lei pode causar pro Brasil (e para o planeta!) e um abaixo assinado para que possamos dizer que nós, brasileiros, não queremos que essa lei seja aprovada - e ainda assim, não permitiremos. Ajude a divulgar esse site e peça para seus amigos assinarem mesmo que não tenham envolvimento, basta o nome e o número da identidade.

Acesse agora:

www.meiaamazonianao.org.br e
www.greenpeace.org.br/desmatamentozero

Dia Nacional da Mata Atlântica

28 de Maio de 2008 às 1:23

SOS Mata Atlântica e INPE apresentam novos dados sobre a situação da Mata Atlântica

Nesta terça-feira (27 de maio), Dia Nacional da Mata Atlântica, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram a conclusão dos levantamentos do “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”.

Os estudos feitos a partir de imagens de satélite mostram que o Bioma está reduzido a 7,26% de sua área original. Este número totaliza os fragmentos acima de 100 hectares, ou 1km², e têm como base o mapeamento de 98% do bioma Mata Atlântica, ou 16 dos 17 Estados onde ocorre (PE, AL, SE, BA, ES, GO, MS, MG, RJ, SP, PR, SC, RS, CE, PR, RN e PI), incluindo dados levantados pela ONG Sociedade Nordestina de Ecologia nos estados de CE, PE e RN.

Apenas o Piauí não teve a área da Mata Atlântica avaliada. “Os dados apresentados para o período de 2000-2005 confirmam a redução de 69% na taxa de desmatamento comparada com o período anterior, fato que deve ser comemorado, mas a avaliação recente indica aumento no ritmo de desmatamento nos dois últimos anos, que é muito preocupante”, alerta Marcia Hirota.

Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia foram os Estados que mais desmataram no período de 2000-2005, em números absolutos. Uma análise específica foi realizada para 51 municípios críticos, atualizando informações para os anos 2005-2007.

Mafra, Itaiópolis e Santa Cecília, em Santa Catarina, foram os municípios que mais perderam cobertura nativa neste período.

O relatório completo com todos os dados pode ser conferido no portal www.sosma.org.br, clique em Atlas da Mata Atlântica e depois em Saiba mais.”

Fonte: http://www.sosmatatlantica.org.br