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Meia Amazônia Não!

sábado, 5 de julho de 2008

Existe um projeto de lei que se for aprovado, será um golpe mortal para as florestas brasileiras, e em especial, a floresta amazônica. Isso porque autoriza a derrubada de 50% da vegetação nativa em propriedades privadas da Amazônia. De quebra, legaliza todos os desmatamentos, que nos últimos 40 anos, derrubaram cerca de 700mil quilômetros quadrados da área original da floresta – o equivalente a quase três estados de São Paulo. O desmatamento também desobriga os responsáveis pelo desmatamento de recuperarem o que derrubaram, permitindo que um desmatamento ocorrido no Pará, por exemplo, seja compensado com o plantio de árvores no Rio de Janeiro. Em resumo, o projeto condena vastas regiões do Brasil a serem livres de floresta, o que o levou a ser conhecido como “Projeto Floresta Zero”.

Os ruralistas defendem sua proposta alegando que o projeto incentivará a adesão dos fazendeiros à legislação brasileira e garantirá a sobrevivência de metade da biodiversidade amazônica. A primeira promessa, levando-se em conta o passado da atividade rural na região, é uma dúvida. A segunda é ilusão.  Na Amazônia, 50% é igual a zero.

A floresta amazônica é um recurso natural estratégico para o combate do aquecimento global. À medida que a floresta encolhe, diminui a chuva e a sua capacidade de reter água, condenando a mata a ficar cada vez mais seca e assim, vulnerável ao calor e fogo.

Além disso, a destruição da Amazônia pode reduzir a produtividade agrícola brasileira, provocando um grande impacto econômico e social no país. A chuva que é produzida na Amazônia é importante não apenas para a região. Ela ajuda na geração de energia, na produção de alimentos, e no abastecimento de água no centro, sul e sudeste brasileiro.

Ao invés de aumentar a proteção do meio ambiente e estabelecer metas para a redução do desmatamento, o Congresso Nacional estará dando as costas para a Amazônia e abrindo portas para mais destruição, agravando uma situação que já coloca o Brasil na incômoda posição de quarto maior poluidor do planeta.

O Greenpeace criou o site meiaamazonianao.org.br para divulgar o problema que esta lei pode causar pro Brasil (e para o planeta!) e um abaixo assinado para que possamos dizer que nós, brasileiros, não queremos que essa lei seja aprovada – e ainda assim, não permitiremos. Ajude a divulgar esse site e peça para seus amigos assinarem mesmo que não tenham envolvimento, basta o nome e o número da identidade.

Acesse agora:

www.meiaamazonianao.org.br e
www.greenpeace.org.br/desmatamentozero

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Sistema de Gestão Ambiental

terça-feira, 17 de junho de 2008

“A preocupação com o meio ambiente têm se tornado freqüente entre as Empresas do mundo inteiro. A crescente melhoria da Legislação Ambiental torna o processo mais rígido e a exigência dos consumidores torna o mercado mais competitivo.

Desta forma, as Empresas vêm buscando maneiras de saírem na frente nessa corrida pelo prêmio de excelência verde. A implantação e certificação do SGA permitem a estas Empresas a identificar seus aspectos e impactos no meio ambiente, e definir mecanismos de controle e monitoramento de suas atividades. O conceito de desenvolvimento sustentável começa a criar forma e sair do papel.

E adotar a postura de Responsabilidade Ambiental só trás benefícios, como por exemplo:

- Melhoria da imagem da empresa
- Acesso a novos mercados (internacionais)
- Eliminação de problemas de caráter legal
- Redução de custos com materias-primas
- Aumento da eficiência e produtividade
- Redução de custos com descarte correto de resíduos
- Redução do custo final do produto”

Essa foi uma parte da Introdução do meu trabalho de curso de SGA. Para quem não sabe, SGA – Sistema de Gestão Ambiental – “é o conjunto das atividades administrativas e operacionais inter-relacionadas para abordar os problemas ambientais atuais ou para evitar seu surgimento.” (José Carlos Barbieri)

Todos os processos de uma empresa que implanta o SGA passam a ser avaliados do ponto de vista ambiental, isso é, avalia-se o risco que as atividades podem causar ao meio ambiente, e assim elabora-se novas alternativas para reduzir emissões de poluentes, de resíduos, gastos excessivos com água, luz, matéria prima.. entre outros aspectos.

Uma obrigação do cidadão responsável nessa nova Era onde a preocupação com o meio ambiente é constante, é avaliar a Empresa que fabrica nossos produtos e serviços, se está dentro dos padrões de Responsabilidade Ambiental. Pra isso, devemos exigir a Certificação da ISO 14001, a implantação do SGA, e uma Política Ambiental rígida e transparente.

Em breve colocarei como devemos avaliar as Politicas Ambientais!

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A Lei das Chuvas

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

“Ahh…o verão…”, já dizia aquele comercial que agora não me lembro do quê! Muito sol, praia, piscina, férias, noitadinhas.. xD todo mundo com a cara corada (menos eu..! agora não posso mais dizer que é por falta de tempo! hehe) Tudo ia ser 1001 maravilhas se não fosse a… chuva!

Chuvinha de vez em quando é ótimo (e necessária)! Chuvinha! E não o tipo de chuva que teve em Niterói nessa terça-feira! Não o tipo de chuva que alaga as ruas, e faz a cidade parar. Não o tipo que faz as pessoas se aglomerarem nas esquinas, ou obrigando-as a atravessar a rua com água nos tornozelos. Ou então que provoca engarrafamentos monstruosos e alaga casas, portarias e farmácias.

Só quem estava em Icaraí às 11h da manhã de terça viu como a Roberto Silveira ficou congestionada e como a Maris e Barros se parecia mais com um rio do que qualquer outra coisa similiar a uma rua.

(Tirei fotos de dentro do ônibus, que apesar de estar em VGA ficou boa. A pior cena não fotografei, que foi ver as pessoas na esquina de uma rua, aglomeradas num pedaço de calçada que a água ainda não tinha inundado, enquanto uma mulher atravessava a Roberto Silveira com água nos tornozelos. Detalhe que a chuva já tinha parado há pelo menos meia hora, quando eu tirei essas fotos. E só pra constar que não foi nem um pouco legal passar parte do meu aniversário vendo a minha cidade virar um caos total)

Avenida Roberto Silveira (Icaraí)

Em frente ao Campo de São Bento

Algo semelhante com a Rua Lopes Trovão

Uma farmácia que teve que colocar uma barreira de ferro
para impedir que a água da chuva entrasse na loja.

Isso é muito comum em grandes cidades onde a taxa de impermeabilização do solo é alta, devido ao asfalto e o cimento. Sem contar em outras regiões em que a água da chuva provoca desmoronamentos e desabriga centenas de famílias.

Desde 30 de Janeiro de 2004, foi aprovada uma lei na cidade do Rio de Janeiro que obriga os donos de terrenos acima de 500m² de área construída ou cobertura impermeável a deixarem, ao menos, 30% da área com piso drenante ou construir reservatórios temporários de água da chuva. Em São Paulo também tem uma lei semelhante a esta, com uma grande diferença em que inclui as construções antigas tornando o projeto mais significativo.

Com isso, as poderosas chuvas de verão provocam menos enxurradas, pois tem mais áreas permeáveis e reservatórios que não deixam a água escapar para as ruas.

Jorge Henrique Alves Prodanoff, pesquisador da Escola Politécnica da UFRJ, o ideal seria que em cada casa houvesse uma cisterna – com cerca de dois ou três mil litros para coletar e armazenar a água da chuva. O cidadão poderia, inclusive, ser beneficiado diretamente com uma redução no IPTU por um curto período de forma a amortizar os custos de instalação de um sistema de coleta de água da chuva, sugere o pesquisador. “Um sistema de coleta composto de dois reservatórios, estrutura de captação, bomba, filtro, canalização, válvulas gira em torno de 1.500 a 2.000 reais”, informa Prodanoff, e continua “a economia gerada pelo uso da água da chuva pode ser da ordem de 500 a 700 reais, variando de região para região e do preço da concessionária.”

“Para se ter uma idéia, a primeira meia polegada (12,5 milímetros) de chuva, chamada de impacto da carga de lavagem sobre a bacia urbana, tem qualidade comparável ao esgoto primário, ou até inferior.”

Consequências: poluição de rios e praias, queda da qualidade da água, riscos à vida marinha, entupimento de esgotos, erosão do solo, desmoronamentos, desabrigados, alagamentos de ruas e casas, entre outros problemas.

Quer saber o pior disso tudo? Aquecimento Global! Com o aumento da temperatura, as regiões Sul e Sudeste vão sofrer com mais chuvas e assim, mais chances de ocorrer inundações.

Veja a Lei do Rio de Janeiro http://www.recicloteca.org.br/agua/dec-Rio.htm

Fonte: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3¬icia=278

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