Posts com a Tag ‘Lixo’

Bolsa feita com anéis de latinha

14 de Novembro de 2008 às 3:04

“Está com uns 1000 lacres de latinha sobrando? Tem uma habilidadezinha com crochê? Então siga o passo-a-passo para confeccionar uma incrível bolsa feita com lacres de latinha.

O segredo da bolsa é confeccionar diversas florzinhas com seis lacres cada, todas presas com crochê. Cada florzinha se prende a outra, formando o que você criar, neste caso, a bolsa da Luluzinha.

O acabamento foi dado com forro de tecido branco e fecho de pressão (ou imantado). O efeito final é belíssimo e a bolsa também ficou resistente e boa de usar.

Como o passo-a-passo da Lu foi generoso, com muitas imagens de alta resolução, resolvemos colocá-las no Fotolog do Setor Reciclagem.”

Clique aqui para ver o passo-a-passo.

Revitalização de Rios e Lagos

30 de Outubro de 2008 às 2:59

A principal causa da poluição de rios, lagos e lagoas é igual no mundo inteiro; o crescimento exponencial da população exige mais exploração dos recursos naturais acima da capacidade de recuperação natural do ecossistema. Quanto mais pessoas se acomodam numa cidade, mais água é consumida, mais esgoto é lançado, mais lixo é descartado, e mais indústrias aparecem. As cidades que não tem planejamento e estrutura para esse crescimento desordenado, acabam descuidando do meio ambiente, o que leva à desmatamentos, poluição do ar, ilhas de calor, engarrafamentos extensos, surgimento de lixões, proliferação de doenças, poluição das águas,  entre outros problemas.

As cidades privilegiadas com a presença de rios, lagos e lagoas em seu território, não sabem aproveitar o potencial desses corpos hídricos para a qualidade de vida da região. Pelo contrário, a maioria dessas cidades utiliza essas águas para despejo de esgoto, lixo e até de substâncias químicas. E a culpa nem sempre é do morador, pois quem devia apresentar uma solução viável para a população é a Prefeitura.

Um estudo da ONU apontou que entre os 500 maiores rios do mundo, mais da metade enfrenta sérios problemas de poluição. No Brasil, o maior problema é o Rio Tietê. Quando passa pela região metropolitana de São Paulo, ele recebe quase 400 toneladas de esgoto por dia e nele só sobrevivem organismos que não precisam de oxigênio pra sobreviver, como certas bactérias e fungos.

Mas o rio mais poluído do mundo fica na Indonésia, o Rio Citarum. Esse rio é vítima de descargas de cerca de 500 fábricas que não fazem tratamento químico específico e lançam as substâncias tóxicas no rio. E para “ajudar” a população deposita todos os tipos de detritos humanos.

O maior caso de sucesso de revitalização de um rio é o Rio Tâmisa, na Inglaterra. O rio foi considerado o mais sujo da Europa no século XIX, exalava mau cheiro e provocou surtos de cólera, mas começou a mudar na década de 60, quando um sistema de estações de tratamento removeu quase 100% dos esgotos lançados no rio, que hoje tem peixes vivendo em toda a sua extensão, e faz parte de passeios turísticos de Londres.

O maior problema da recuperação dos corpos hídricos no Brasil é que em vez de todo o esgoto passar por tratamento químico, os encanamentos utilizam sistema de separador absoluto, onde a água da chuva recolhida pelos bueiros corre numa tubulação (galeria pluvial) e o esgoto em outra. Dessa forma, não há tratamento do esgoto vindo da galeria pluvial que junto com ligações de esgoto clandestinas provocam a poluição do rio.

A solução para despoluir um corpo hídrico é acabar com todas as ligações clandestinas, e aplicar um sistema de tratamento ou instalar uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) para tratar todos os efluentes da cidade, e inclusive a água da chuva que é tão suja quanto o próprio esgoto, pois “lava” as ruas e carrega o lixo do chão. E é mais fácil despoluir um rio do que um lago e uma lagoa, porque um rio tem a capacidade de recuperação natural devido a sua vazão de água. Mas cada caso é um caso.

São três tipos de contaminação da água. A contaminação química, física e biológica. A contaminação química consiste em metais pesados, proveniente de indústrias, produtos sintéticos como adubos da agricultura e resíduos como fenóis e hidrocarbonetos, compostos do petróleo. A poluição física nada mais é que os sedimentos provenientes de lixo, esgotos, e outros resíduos. Os vírus, bactérias, vermes e protozoários correspondem à poluição biológica que pode causar diversas doenças como Cólera, Leptospirose, Hepatite, Varíola, Febre Amarela, Malária, Amebíase, Esquistossomose, Ascaridíase, entre outras.

Em alguns locais, a poluição é ocasionada pelo uso das águas dos corpos hídricos para irrigação da agricultura e atividades industriais, que devolvem a água impura, com resíduos químicos que reduzem a qualidade da água. Algumas cidades estão sofrendo a redução dos seus corpos hídricos

A poluição da água está presente no mundo todo. Estima-se que 80% dos rios da China estão de alguma forma degradados. Na foto, o Lago Chaoru é um dos mais poluídos do mundo, com o aspecto verde pelas algas marinhas que se multiplicam e são difíceis de controlar. Os Grandes Lagos da América do Norte, estão tão poluídas que 97% dos seus 8.000 km de margens são impróprias para banhos. Na África, metade da população não tem acesso à água 100% potável. Até as águas da bacia amazônica estão sendo contaminadas. Mais de 130 toneladas de mercúrio são despejadas todo ano nas águas do rio Tapajós pela mineração de ouro. O Brasil é campeão continental de poluição, superado apenas pelo Leste Europeu e pela China. São notórias as contaminações dos rios Tietê e Paraíba do Sul e das águas costeiras em torno de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Mais de um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água limpa e mais de 2,9 bilhões não têm acesso a serviços de saneamento básico, fatores que causam um aumento da taxa de mortalidade por doenças infecciosas. De fato, 85% das doenças humanas nos países pobres estão relacionados com a quantidade ou a qualidade da água.

A Terra levou alguns bilhões de anos para construir todo o ecossistema do nosso Planeta. E os humanos só precisaram de alguns séculos para destruir boa parte desses recursos naturais.

Não seja a maioria; proteja o meio ambiente!

Por Andrea Mieko

Jaqueta de Lixo

04 de Julho de 2008 às 1:02

Essa jaqueta depende de preenchimento para ficar mais quente. Se você estiver com frio nos braços, por exemplo, basta colocar tecidos, folhas, papéis usados e o que você achar melhor, nos espaços vazios do vestuário.
A Gatherer Jacket foi criada pela Merrel e é feita de nylon translúcido, possui vários zippers para que você possa preenchê-la das maneiras mais variadas, deixando-a quentinha.
A peça também é uma boa para quem gosta de acampar. Já que não vem com preenchimento, ocupa pouco espaço, além de também ser impermeável. Por $99 na Inhabitat.

Via Pensando Verde, dica da Beatriz Couto! Adorei!! Obrigada de noovo! :)

Bolsa feita de teclado

29 de Junho de 2008 às 1:51

“Esta bolsa estilosa é ideal para um mundo cada vez mais cibernético e descartável. Foi essa a maneira inventada pelo designer português João Sabino para utilizar teclados de computador quebrados. Ao invés de despachar as peças para a lixeira, destino certo deste tipo de equipamento, Sabino criou bolsas em duas cores que estão fazendo a cabeça dos internautas antenados em design, moda e novidades. Se não curtir, é só dar um Ctrl+Alt+Del!”

Dica da Beatriz Couto. Obrigada! :)

Via Território Feminino

Lata de lixo inteligente

31 de Maio de 2008 às 18:13

Com a lata de lixo inteligente Barcode Trashcan, é muito fácil reciclar! Basta passar o código de barras do produto na parte superior da lata, e um computador embutido analisa o tipo do material e abre a lata certa!

Por enquanto, é só um conceito! Mas esperamos ansiosos pela venda dessa tecnologia. Dessa forma, obriga os preguiçosos e desinformados a jogar o lixo na lugar certo!

Leia a matéria completa no site da Digital Drops!

Projeto para a Semana do Meio Ambiente

02 de Maio de 2008 às 5:50

O post de hoje vai ser pra dar trabalho aos estudantes! O negócio é o seguinte: dia 5 de junho é dia mundial do meio ambiente! Isso é, temos um mês pra elaborar um projeto de educação ambiental em escolas e faculdades! E nas empresas também, por que não? Só é um pouco mais complicado, mas nada que uma conversa com o chefe não funcione! :)

Na minha faculdade, é feito a Semana do Meio Ambiente de segunda à sexta, que este ano vai corresponder o dia 2 ao dia 6 de junho. É uma semana em que alunos do curso de gestão ambiental apresentam projetos e palestras para o restante da faculdade. É um projeto bem interessante.

No ano passado por exemplo, houveram palestras (uma delas com o Secretário do Meio Ambiente, Carlos Minc), exibição do documentário Uma Verdade Incoveniente e apresentação de trabalhos (um aluno fez uma maquete de um prédio que tinha sistema de tratamento de esgoto com reutilização da água tratada para usos não potáveis, como descarga em vasos sanitários).

Este ano quero compensar o que minha turma não fez no ano de 2007, rs, já comecei a anotar algumas idéias no papel, e pretendo compartilhar com vocês e espero que vocês também participem!

Fazer uma campanha de conscientização dentro da faculdade/escola/empresa.

Como pode ser feita?
Fazer um quadro informativo: pode ser uma parede, pode ser um mural… Escreva tópicos importantes que sejam informativos. Como por exemplo: “O que é aquecimento global?”, “Por que combater o aquecimento global”, “O que podemos fazer”, “Recicle seu lixo”, “Reduza seu consumo”, “Evite sair de carro”…

Cartazes espalhados pela instituição: Panfletos não são ecologicamente corretos. Você gasta papel e tinta na fabricação pra 80% das pessoas jogarem fora na lixeira mais próxima. No máximo, imprima informativos que estejam disponíveis em um balcão para quem se interessar no assunto.Cartazes espalhados pelo local ajudam na divulgação sobre a Semana do Meio Ambiente. E se forem bem guardados, servem pro próximo ano! Apele para o Marketing na construção dos cartazes, como por exemplo “Já pensou no impacto que você provoca no seu planeta?” ou “O que você fez pela Terra hoje?

Chamar professores e profissionais para serem palestrantes: Existem vários tipos de profissionais que são capazes de dar uma palestra ambiental. Um administrador pode falar da importância que a Responsabilidade Ambiental tem numa boa empresa. Um advogado pode citar a legislação ambiental.

Um biólogo pode falar sobre as espécies em extinção. Um químico pode chamar a atenção à destinação incorreta de substâncias químicas nos laboratórios. Um turismólogo pode contar sobre os benefícios do Eco-Turismo… e por aí vai!

Agendar a sala de vídeo para exibir vídeos e documentários: Uma verdade incoveniente (Al Gore), A Última Hora (Leonardo DiCaprio), Mudanças Climáticas - o filme (Greenpeace). A série Cidades e Soluções do André Trigueiro também é legal de passar! Sem contar nos vídeos do Greenpeace e WWF.

Tenho mais uns 10 documentários aqui, vou procurar o download na internet, e passo o link pra vocês. Se na sua faculdade tiver o curso de Comunicação Social, será muito interessante gravar um DVD com vários comerciais “ambientais”; dá pra achar alguns no YouTube.

Falar com a Administração pra colocar lixeiras de coleta seletiva: aquelas lixeiras que são feitas para recolher diferentes materiais, como papel, plástico, vidro, alumínio, e lixo comum. Não esqueça de fazer um projeto de conscientização sobre “Por que reciclar”.

Placas em cima de lixeiras e pias de banheiros: Lixeiras de coleta seletiva pedem placas informativas! Um exemplo legal, é escrever o que cada lixeira pode receber, descrevendo os materiais. Outra idéia é escrever frases que chamem atenção das pessoas que forem jogar o seu lixo: “Jogue seu lixo na lixeira certa!” ou “Recicle sua idéias: Recicle seu lixo“.

Nos banheiros, poderemos colocar placas “Economize água” ou “Não disperdice água”. Uma imagem bem apelativa para estas placas é um globo terrestre “seco”. A imagem ao lado eu peguei na comunidade do Orkut ‘Economize Água’.

Incentive o uso de lâmpadas econômicas e dispositivos economizadores de água: fale com seu diretor/chefe sobre a importância desses elementos, e se possível faça um relatório sobre os benefícios (financeiros!) que eles trariam para o local.

Pegue informações em sites de empresas como a Deca e a Docol. Leia um artigo publicado no site Terra sobre a economia na troca de lâmpadas fluorescentes. Sensores de luz são essenciais em banheiros e corredores pouco frequentados.

Depois posto outras idéias! Quem quiser contribuir deixa um recado ou manda pra meumundosustentavel@hotmail.com :)

Dilemas Ambientais

30 de Abril de 2008 às 4:04

A Época publicou no dia 31 de Março a sua terceira edição verde.

As matérias estão bastante interessantes, porém achei que 18 páginas foram muito pouco para uma revista de quase 140 páginas. 18 páginas sem contar com as propagandas, claro. Isso ocupa menos de 15% para uma revista que diz ser uma “Edição Verde”. Mas tudo bem, as matérias são boas, e valem a pena!

Uma delas, na minha opinião é a mais interessante: “Dilemas Ambientais”.

Veja um trecho abaixo:

Respostas para quem quer ter atitudes ecologicamente corretas - mas ainda não sabe como agir.

Algumas pessoas acreditam que o computador gasta muita energia para ser ligado. É mais econômico deixá-lo em estado de espera por algumas horas?

O micro realmente gasta mais energia ao ser ligado para acionar a tela e os drivers. Isso dura alguns segundos, o que não justifica deixá-lo ligado sem uso por muito tempo. A economia de energia depende de outros fatores. Uma tela de LCD gasta 50% menos que um monitor antigo. O consumo também aumenta em ambientes mais quentes.

Se eu trocar minha geladeira antiga por um modelo que gasta menos energia, não estarei gerando mais lixo?

Você não precisa descartar sua geladeira em lixões. Se ela ainda funciona, procure doá-la. Algumas prefeituras, como a de São Paulo, recolhem esse tipo de equipamento. Há também cooperativas que reciclam parte do eletrodoméstico.

Há locais onde se coleta o óleo de cozinha usado para transformá-lo em biodiesel. Vale a pena gastar o combustível de meu carro para levá-lo até lá?

Não saia de casa só para entregar o óleo. Aproveite quando o local de coleta fizer parte de seu caminho. Lojas do Pão de Açúcar já recebem óleo de cozinha em todo o Estado de São Paulo. Reciclar o óleo de cozinha também evita que ele seja jogado na pia. O óleo se mistura com a água e atrapalha o tratamento de esgotos.

Onde devo jogar o papel higiênico usado? No cesto, gera mais volume de lixo. E, no vaso, não atrapalha o tratamento de esgoto?

Em cidades onde o esgoto é tratado, o papel pode ir para a privada. Em países da Europa, é comum não encontrarmos lixeiras nos banheiros. Mas jogar o papel no lixo também não faz mal. Nos aterros, ele demora pouco para se decompor.

Leia a matéria completa no site!

A Primeira Cidade Verde

13 de Março de 2008 às 0:55

Começaram as obras para a construção da Primeira Cidade Verde do Mundo que promete ser livre de emissões de carbono e de desperdício de lixo.

Masdar City - que significa “A Cidade Fonte” em árabe - vai custar 22 bilhões de dólares e está sendo erguida na periferia da cidade de Abu Dhabi - o maior de todos os sete Emirados Árabes Unidos, com previsão de oito anos para ficar pronta.

Ao final de todas as obras, aproximadamente 50 mil pessoas devem se mudar para a cidade, para morar lá e trabalhar nos mais de 1.500 estabelecimentos de negócios que estão previstos para funcionar em Masdar.

O projeto concebido por Foster & Associados têm normas e metas bastante rígidas e que seguem rigorosas políticas sustentáveis e ecologicamente corretas.

A energia usada em Masdar vai ser produzida por painéis solares, e os residentes vão usar como meio de transporte vagões sem condutores que vão circular em trilhos magnéticos. A água será fornecida através dos processos de dessalinização, e vai ser reutilizada para evitar desperdício. A maioria das ruas da cidade terão apenas 3 metros de largura e 70 de comprimento para facilitar a passagem do ar e incentivar a caminhada.

O projeto tem o propósito de se tornar modelo e provar que a vida sustentável é possível e que não se precisa de nenhuma abdicação de luxo ou conforto.

Porém, os céticos temem que Masdar vai se tornar mais um grande empreendimento de luxo para os milionários do Emirado. O esbanjamento de água e eletricidade, o uso desenfreado dos automóveis, garantido pelo petróleo que não pára de jorrar na região, fez do emirado de Abu Dhabi um dos locais que mais emitem carbono e gases do efeito estufa em todo o mundo.

Para mudar esta imagem - e de quebra ainda economizar bilhões de petrodólares- os governantes locais tomaram a iniciativa de planejar e construir a cidade verde.

Com o apoio da ONG ambientalista WWF, o projeto pretende captar 18 bilhões de dólares de empresas internacionais interessadas em participar. O governo de Abu Dhabi vai investir apenas 4 bilhões. Uma vez que Masdar estiver pronta, todas as emissões de carbono que serão economizadas por suas inovações serão transformadas em dinheiro para o país, na forma de créditos de carbono, conforme estabelecem as regras do Protocolo de Kioto.

De acordo com o sultão al Jaber, o chefe executivo da empreitada, a cidade precisará de apenas um quarto da energia utilizada por uma comunidade do mesmo tamanho. O consumo de água também será 60% menor do que o normal.

Os Princípios da cidade de Masdar são:
• 100% da energia fornecida virá de fontes renováveis.
• 99% dos resíduos serão reutilizados, reaproveitados ou usados de maneira ecologicamente correta.
• Sem emissão de carbono, o transporte da cidade será inteiramente público.
• Só será usado material ecologicamente correto, como recicláveis e materiais certificados.
• Apenas alimentos biológicos e orgânicos farão parte do cardápio de Masdar City.
• Consumo de água será reduzido em 50% da média mundial. Todas as águas residuais serão reaproveitadas e reutilizadas.
• Preocupação e cuidado com as espécies (fauna e flora) locais.
• Arquitetura integrará os valores locais.
• Bons salários e condições de trabalho para todos, conforme definido pelas normas internacionais do trabalho.
• Investimentos na qualidade de vida e eventos para todos os tipos de habitantes.

Fontes: Mushrootz ; Planeta Sustentável ; Energia Eficiente

Os Famosos Sacos Plásticos

16 de Fevereiro de 2008 às 17:02

Na comunidade Desenvolvimento Sustentável na rede social orkut, começou uma discussão sobre os famosos sacos plásticos que tanto fazem parte da nossa vida, seja no supermercado ou na quitanda, na farmácia, nas papelarias, nas lojinhas de presentes e etc. Eles estão em todo lugar e o pior de tudo, é ter que admitir que eles são muito eficientes na hora de juntar o lixo de casa.

Os sacos plásticos apesar de úteis, causam uma tremenda poluição ao meio ambiente. Isso porque eles são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, isso é, são difícies de serem degradados, podendo levar cerca de 400 anos para desaparecer completamente. Além disso, a manufatura do polietileno – substância do qual é feito o saco plástico - faz-se a partir de combustíveis fósseis o que acarreta a emissão de gases poluentes.Mas o maior problema é o destino final que damos a esses saquinhos plásticos. Eles sempre acabam nos aterros sanitários ou nos rios e oceanos quando o esgoto é jogado sem tratamento.

Nos aterros sanitários e mesmo lixões à céu aberto, os sacos plásticos dificultam e impedem a decomposição de materiais orgânicos e/ou biodegradáveis. Além disso, comprometem a capacidade do aterro, deixam o terreno muito impermeável e instável para uma boa adequação dos resíduos.

Já no mar, o saco plástico além de poluir visualmente, e diminuir a qualidade da água, provoca asfixias em animais marinhos. Baleias, tartarugas e golfinhos podem confundir algas e águas-vivas com os sacos plásticos e acabarem sufocadas, o que as leva à morte. O caso mais dramático ocorreu em 2002, quando uma baleia anã deu à costa da Normandia com cerca de 800 kg de sacos de plástico encravados no estômago.


Em alguns lugares do mundo já foram tomadas atitudes para acabar com o uso dos sacos plásticos.
Em São Francisco, nos EUA, foi proibida a utilização desses sacos em supermercados e farmácias. Na Europa, vários países - Alemanha e Dinamarca, entre outros - já evitam a entrega gratuita de sacos pelos supermercados à clientela. Na Irlanda, por exemplo, há um imposto de 0,22€ para cada saco plástico distribuído, o que reduziu em 90% o uso. E melhor ainda: todo o dinheiro recolhido vai para projetos ambientais.

Em Zanzibar (um conjunto de ilhas na África), também foi proibido o uso das sacolas plásticas, pois o turismo que é principal atividade econômica esta sendo prejudicado pelos danos à vida marinha. Mas lá a atitude foi bem radical: se você usar um saco plástico, pega seis meses de cadeia ou paga 02 mil dólares de multa.

Em alguns lugares os supermercados já fazem propaganda do uso de sacolas verdes, isso é, sacolas biodegradáveis, fotobiodegradáveis, hidrossolúveis e oxibiodegradáveis. E o custo total pela substituição por esses plásticos mais desenvolvidos é quase a mesma coisa dos comuns. Isso porque a procura está cada vez maior, o que vem barateando a novidade. E de qualquer maneira, a adoção desses plásticos traz benefícios com Preservação Ambiental e Marketing Verde.

Cada vez mais pesquisas nos surpreendem, e eu fico me perguntando por que o Brasil ainda não tomou uma atitude sobre isso. Existem infinitas opções para substituir os usuais sacos plásticos que tanto nos trazem problemas. Cada família brasileira descarta em média 40kg de plástico por ano. E apenas os plásticos filme - os saquinhos dos supermercados e afins - correspondem 30% do total de plástico descartado.Em mais de 40 países, entre eles, Inglaterra, França e Portugal já utilizam as sacolas plásticas oxibiodegradáveis. Estas aceleram a decomposição do material numa velocidade até cem vezes maior (o plástico comum levaria dezenas de anos para se degradar). Tem seus aspectos negativos: o alto custo dos materiais que são partículas derivadas de metais pesados que assim poderiam contaminar os lençóis freáticos.

Já o porém dos sacos biodegradáveis é que devem estar num ambiente biologicamente ativo, como por exemplo ser enterrados no solo para que o processo de degradação se inicie.

A melhor opção pode ser a marca de sacos plásticos d2w® que mesmo que descartada ao ar livre já começa a sua degradação. É incluído um aditivo especial que atua na decomposição das ligações carbono-carbono do plástico, o que leva a uma diminuição do peso molecular e ao final uma perda de resistência e outras propriedades.

Empresas como a Aqualung, Petrobrás, Caixa Econômica, Banco do Brasil, ABN Amro Bank, Bradesco, Vivo, Natura, O Boticário, Varig, Correios, Nova Schin, dentre mais de 50 empresas listadas no Brasil já adotaram os plásticos d2w®.
No site você também pode encontrar embalagens hidrossolúveis: resbrasil.com.br

Já a Nobel Pack fornece embalagens com a tecnologia d2w® e também 100% reciclados, a partir de embalagens de longa vida e aparas brancas.

Para produzir 1 ton kg de papel reciclado, aproximadamente 17.000 sacolas:

- 20.000 litros de água serão economizados – o que equivale a um consumo médio diário de 100 pessoas.
- 250Kw de energia não serão utilizados – o que representa o consumo mensal de uma família.
- 18 árvores não serão cortadas.
- 1,46 ton de embalagens longa vida serão retirados do lixo – o que equivale a 50.780 embalagens de longa vida de 1 litro.

Arezzo, Cantão, Claro, Cacau Show, Intelig, Natura, Tim, Swatch já fazem parte dessa campanha! Entre no site: nobelpack.com.br

Fonte de pesquisa: Em Dia com a Cidadania; Jornal da Ciência; eupodiatamatando.com; cempre.org.br; resbrasil.com.br e Nobel Pack