“Na busca por uma imagem “ecologicamente correta”, as empresas investem em projetos de plantio de árvores, recuperação de águas contaminadas e até em jogos online que ensinam como montar a matriz energética de uma cidade virtual”
Em 29/11/2007, a revista Exame publicou o Guia Exame 2007 de Sustentabilidade, que publicou a lista das 20 empresas-modelo de sustentabilidade considerando três aspectos: econômico-financeiro, ambiental e social. Na matéria “Todo mundo quer ser verde”, a Exame falou das empresas que estão recorrendo ao marketing verde para aumentar as vendas, e o que algumas vezes não são verdadeiras. Este fenômeno chamado de greenwash nos Estados Unidos, se refere à empresas que alardeiam fervorosamente um engajamento ambiental, mas não conseguem transformar o discurso em prática. Dentre os exemplos, foi citado o Seguro Carbono Neutro do banco HSBC em que os clientes que comprarem as apólices terão um certificado de neutralização do gás carbônico calculadas com base no prejuízo médio que os clientes causam ao meio ambiente. Como na própria matéria fala, o marketing deve ser transparente. E que o produto deveria focar a redução de emissão de gases e não a compensação da poluição.
Mas na minha opinião, o projeto não é tão ruim assim. Só é preciso repensar na forma de divulgação do projeto, incluindo a mídia e um certificado de realização. O encarregado de neutralizar as emissões é o próprio banco, por isso é preciso uma forma de comprovar essa realização. Seja por meio de revistas mensais, informativos, vídeos, programas na tv, fotos, ou até contando com a participação dos próprios clientes. As consultorias de propaganda precisam usar mais criatividade na hora de explorar as diversas formas de falar sobre o meio ambiente e o marketing verde. Para as empresas que realmente tem responsabilidade com o meio ambiente, isso é um disperdício. O marketing verde é um item a mais para entrar na concorrência, e não há nada de errado com isso. O único problema é identificar uma empresa que tem o projeto só no papel e que não faz nem esforço para que vire uma realidade. Cabe a nós exigir essa preocupação por parte da empresa do produto, ou então pesquisar na concorrência qual a que mais faz pelo meio ambiente.
Tudo bem que muitas vezes é difícil adivinhar se a empresa realmente faz o que tanto fala. Porém, ao consumirmos um produto de uma empresa que pelo menos fala, estaremos incentivando outras empresas que não tem nenhum projeto sobre meio ambiente a tomarem uma iniciativa e começarem a fazer sua parte. E desta vez, pode surgir uma verdadeira responsabilidade ambiental por parte dessa empresa, o que só fará com que ela dispare na frente das concorrentes. Além do aumento nas vendas, não podemos esquecer que a redução de custos com materias, lixo, energia e água, também é um incrível benefício para o orçamento da empresa.
|
Consumidores preocupados |
| Uma pesquisa do Ibope com 1 500 entrevistados mostra que os brasileiros estão cada vez mais atentos ao que as empresas fazem quando o assunto é sustentabilidade |
| 92% julgam que separar lixo para reciclagem é uma obrigação da sociedade, mas apenas 30% fazem isso em casa |
| 89% julgam que os fabricantes têm obrigação de prevenir os problemas que podem causar ao meio ambiente |
| 68% estão convencidos de que os problemas que envolvem o meio ambiente tendem a piorar ou a ficar iguais à situação atual |
| 46% pensam que as empresas que fazem algo pela sociedade e pelo meio ambiente usam essas ações apenas como marketing” |
Leia a reportagem completa em: Guia Exame 2007 de Sustentabilidade, reportagem de 29.11.2007




