Segurança alimentar através da engenharia genética

O emprego da biotecnologia no setor alimentício e agrícola não é novidade para ninguém. Há uma vasta literatura online acerca dos benefícios aplicações e metodologias empregadas nesses ramos.

O caminho que este texto pretende trilhar é o da busca pela segurança alimentar através da utilização de engenharia genética e organismos geneticamente modificados, todos desenvolvidos através da biotecnologia.

O ponto chave da questão é: como produzir alimentos que contribuam para a plena nutrição da população de forma ininterrupta, sem sustos ou grandes perdas? Se você pensa que a resposta passa pela resistência do cultivo às pragas, você acertou na mosca! Ou na lagarta… depende do inseto a ser combatido.

Importante também frisarmos que a fome no mundo jamais passa pela questão de oferta de alimentos, pois isso há de sobra. Muitos estudos indicam que a indisponibilidade de alimentos para boa parte da população está vinculada à pobreza extrema e a má distribuição de renda.

Ou seja, é necessário sim assegurar a safra e multiplicar o alimento, mas é mais urgente ainda criar condições de distribuí-lo para todos. A biotecnologia não pode ser utilizada unicamente com o discurso de “universalização do alimento”, quando ela está muito mais próxima de “assegurar a safra contra imprevistos”.

É indispensável levantarmos essas discussões, pois temos sempre que ouvir os dois lados da moeda (isso é ciência!). Que a biotecnologia é incontestavelmente uma ferramenta incrível e revolucionária, isso não há discussão.

Entretanto, devemos ficar atentos sobre a forma que ela é empregada e se ela é ou não a única solução para a questão alimentar global, como muito se diz. Deixaremos ao seu encargo chegar a essas conclusões!

 

O que são OGM e Transgênicos? Há diferença?

Organismos Geneticamente Modificados. Facilitou? Não? Bom, a gente explica, ainda que o nome seja autoexplicativo: a partir de técnicas de engenharia genética, modifica-se a estrutura do DNA daquele organismo. O intuito é modificar aquele ser de acordo com a necessidade desejada, como cor, tamanho, valor nutricional…

São a mesma coisa que alimentos transgênicos? Não. Por um motivo bem simples: os transgênicos, como o nome sugere, refere-se à alteração em seu código genético de outra espécie não-compatível sexualmente.

Logo, todo Transgênico é um OGM, entretanto, nem todo OGM é um transgênico. Apesar de rotineiramente serem tratados como a mesma coisa, há uma diferença conceitual e de procedimento entre ambos.

Os OGMs e Transgênicos são aqueles organismos (milho, soja, etc.) que, ao terem sua estrutura genética modificadas, tornaram-se mais resistentes aos fatores exógenos (como pragas e clima), podendo até mesmo ter seu valor nutricional melhorado, além, claro, de serem muito mais rentáveis para o produtor e para o consumidor final.

No entanto, O CONSEA alerta para possíveis riscos para a saúde atrelados ao consumo de alimentos transgênicos (risco relacionado à saúde), além de “fidelizar” o agricultor local a uma empresa por conta de patentes (risco econômico) e a indução ao aprimoramento também de pragas por conta da interação entre presa e predador (risco ao meio ambiente).

É importante estar sempre alerta às resoluções, estudos e pesquisas que são divulgadas para tomarmos as melhores decisões para nossas vidas, sem extremismos ou preconceitos.

Nem toda tecnologia está a serviço de poucos ou apenas visando lucros. A biotecnologia, sem sombra de dúvidas, se bem utilizada, fará com que a humanidade prospere e dê um passo gigantesco em direção à sustentabilidade e ao aumento da qualidade de vida.

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